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quarta-feira, 4 de março de 2026
Infidelidade partidária

PSDB pede mandato de Aava, mesmo com Marconi contra ação

Ex-governador disse ao O HOJE que é contrário ao processo movido pelos tucanos no TRE

Thiago Borgespor Thiago Borges em 4 de março de 2026
PSDB pede cassação de Aava, mesmo com Marconi contra ação
Foto: Lincoln Leão

O ex-governador Marconi Perillo afirmou ao O HOJE que foi contra a ação movida pelo PSDB no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) que pede a perda de mandato da vereadora Aava Santiago (PSB) por infidelidade partidária.

A ação conjunta dos diretórios estadual e metropolitano dos tucanos requer o mandato da parlamentar na Câmara Municipal de Goiânia por infidelidade partidária. A informação foi divulgada pela Coluna Giro, do jornal O Popular, na última quarta-feira (4). 

Segundo o ex-governador, a decisão de ingressar com o processo foi tomada em reunião entre o presidente estadual do PSDB, deputado estadual Gustavo Sebba, o presidente metropolitano, Matheus Ribeiro e o primeiro suplente de vereador da sigla, Michel Magul. O ex-governador esclareceu que se posicionou de forma contrária na reunião, mas Sebba, Ribeiro e Magul tomaram a decisão de ir adiante com a ação. 

Em nota enviada à imprensa, Aava afirmou que recebeu a notícia com “surpresa”. No documento, a parlamentar esclarece que a articulação que resultou em sua saída da legenda rumo ao PSB foi construída com a anuência de Marconi desde outubro de 2025. Além disso, a vereadora esclareceu que o ex-governador dialogou diretamente com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), sobre a troca de partido da parlamentar. 

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Segundo Aava, Marconi havia sinalizado que a construção de uma carta de anuência seria necessária para viabilizar a liberação da vereadora, e que seria resultado de um acordo em âmbito nacional entre PSB e PSDB. A parlamentar alega que o entendimento envolveria o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, que estaria em diálogo direto com Alckmin. 

Porém, o ex-governador alega que o mandatário tucano em nenhum momento foi a favor da liberação de qualquer vereador do partido no País. “Aécio desde o início se posicionou contra carta de anuência para qualquer vereador do Brasil”, disse Marconi. 

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