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quinta-feira, 5 de março de 2026
SAÚDE

Pesquisa internacional no Hospital Regional de Taguatinga avalia ferramenta para detectar neuropatia diabética e prevenir amputações

A pesquisa busca identificar precocemente complicações nos pés e pernas causadas pela doença, prevenindo casos de dor neuropática, úlceras e amputações em pacientes atendidos pelo SUS

Luma Silveirapor Luma Silveira em 5 de março de 2026
Pesquisa internacional testa ferramenta para detectar neuropatia diabética no HRT
Foto: Divulgação

A Unidade de Endocrinologia do Hospital Regional de Taguatinga (Uendo/HRT) participa de uma pesquisa internacional que avalia uma nova ferramenta de rastreamento para neuropatia periférica do diabetes (NPD), uma das complicações mais comuns e graves associadas à doença.

O estudo começou no final de janeiro deste ano e integra uma iniciativa da Federação Internacional de Diabetes (IDF), com coordenação científica da Universidade de Cornell de Doha, no Catar. O objetivo é testar a eficácia da ferramenta A New Simple sCreening Tool (ACT), desenvolvida para tornar mais rápido e simples o processo de identificação da neuropatia diabética.

A neuropatia periférica do diabetes pode provocar danos nos nervos, afetando principalmente pés e pernas. Em muitos casos, a condição evolui de forma silenciosa, sem sintomas aparentes, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações graves, como feridas, infecções e amputações.

Ferramenta de pesquisa busca acelerar diagnóstico

Segundo os pesquisadores, a ferramenta ACT poderá facilitar o rastreamento da doença, principalmente na Atenção Primária à Saúde (APS). Caso seja validada cientificamente, a expectativa é que o instrumento seja incorporado à rede pública de saúde, ampliando o diagnóstico precoce e contribuindo para a prevenção de complicações.

Pesquisa internacional testa ferramenta para detectar neuropatia diabética no HRT
Foto: Divulgação

A pesquisa também está sendo realizada em outros países, como Catar, Tailândia e Índia. No Brasil, o estudo conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes Regional do Distrito Federal (SBD-DF).

Durante o processo, a nova ferramenta está sendo comparada com métodos de rastreamento já consolidados internacionalmente, como o Rastreamento de Michigan, utilizado nos Estados Unidos, e o DN4, aplicado na França.

A meta da investigação no Brasil é incluir 300 participantes. Podem participar pessoas entre 18 e 70 anos que convivem com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Alguns critérios de exclusão também foram definidos para garantir a precisão dos resultados. “São excluídas pessoas com condições que possam interferir na neuropatia, como hipotireoidismo descompensado, deficiência de vitamina B12, hanseníase ou hemoglobina glicada acima de 11%”, explica a endocrinologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Flaviene Romani, integrante da equipe responsável pela pesquisa na Uendo/HRT.

Usuários do SUS que atendam aos critérios e tenham interesse em participar da pesquisa podem entrar em contato com a Unidade de Endocrinologia do Hospital Regional de Taguatinga pelo e-mail [email protected].

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