Defesa de Vorcaro pede investigação no STF sobre vazamentos de celular
A defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de investigação para descobrir quem vazou conteúdos extraídos de celulares apreendidos pela Polícia Federal
A defesa do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, solicitou nesta sexta-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de investigação para apurar a origem de vazamentos de informações sigilosas extraídas de celulares apreendidos pela Polícia Federal. Segundo os advogados, o pedido busca identificar quem teve acesso ao material sob custódia oficial e pode ter descumprido o dever legal de sigilo. Parte do conteúdo obtido no aparelho do banqueiro veio a público na última quarta-feira (4), incluindo mensagens privadas e supostos diálogos envolvendo autoridades, entre elas o ministro do STF Alexandre de Moraes.
De acordo com os representantes de Vorcaro, a solicitação ao STF inclui a instauração de um inquérito específico para rastrear a origem das divulgações. A defesa também requereu que a autoridade policial apresente a lista completa de pessoas que tiveram acesso aos dados armazenados nos dispositivos apreendidos durante as investigações.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de conversas presentes no celular do empresário, material coletado pela Polícia Federal no âmbito de apurações em andamento. Entre os conteúdos tornados públicos estão diálogos de natureza pessoal, incluindo trocas de mensagens com a ex-namorada do banqueiro, a influenciadora digital Martha Graeff.
Em nota, os advogados afirmam que os vazamentos expõem comunicações privadas e atingem terceiros sem relação direta com a investigação. O documento menciona ainda que teriam sido divulgadas conversas íntimas e mensagens atribuídas a autoridades, incluindo referências a encontros ou diálogos com o ministro Alexandre de Moraes, que, segundo a defesa, podem ter sido editadas ou apresentadas fora de contexto.
Os representantes de Vorcaro ressaltam que a iniciativa não tem como objetivo investigar jornalistas ou veículos de imprensa. A intenção, conforme destacam, é identificar eventuais responsáveis pela quebra de sigilo entre aqueles que tinham obrigação legal de preservar o conteúdo obtido nas diligências.