Cúmplice de Daniel Vorcaro morre em hospital após tentativa de suicídio sob custódia policial
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, era investigado por integrar esquema ligado ao Banco Master
Morreu na noite desta sexta-feira (6) Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pelas investigações como cúmplice do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele estava internado no Hospital João XXIII desde quarta-feira (4), após tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia policial.
De acordo com nota divulgada pela defesa, a morte foi confirmada às 18h55, após a conclusão do protocolo médico que constatou morte encefálica. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos legais.
Investigação Vorcaro
Mourão era alvo da Polícia Federal nas investigações relacionadas ao esquema envolvendo o Banco Master. Nos inquéritos, ele aparecia com o apelido de “Sicário” e seria integrante de um grupo chamado de “A Turma”, do qual também faria parte Daniel Vorcaro.
Segundo os investigadores, Mourão exercia funções estratégicas dentro do grupo, sendo responsável por atividades de coleta de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses da organização.
A investigação aponta que ele teria acessado ilegalmente sistemas restritos de órgãos públicos para obter informações. Entre as bases consultadas estariam sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.

Os investigadores também afirmam que Mourão atuava em ações para remover conteúdos e perfis em plataformas digitais, além de levantar informações sobre pessoas consideradas críticas ao grupo. Ele também teria participado de ações de intimidação contra ex-funcionários do Banco Master.
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Outras suspeitas
Além das investigações ligadas ao banco, Mourão também era réu em processo do Ministério Público de Minas Gerais por suspeita de envolvimento em um esquema de pirâmide financeira.
Segundo a denúncia, entre 2018 e 2021 ele teria movimentado cerca de R$ 28 milhões por meio de contas bancárias de empresas ligadas a ele. O caso apura crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a economia popular.
Relatórios de inteligência da polícia apontam ainda que Mourão teria atuado anteriormente como agiota e exercia posição de liderança dentro da organização investigada.
A defesa informou que, ao longo do dia em que ocorreu o episódio no hospital, o investigado não havia apresentado sinais aparentes de comprometimento físico ou psicológico.