PSD acelera decisão sobre candidato à Presidência e nome pode sair (muito) em breve
Movimento ocorre enquanto pesquisas e articulações políticas reposicionam possíveis candidatos para a disputa eleitoral de 2026
O PSD decidiu antecipar o prazo interno para definir quem será o candidato do partido à Presidência da República nas eleições de 2026. A expectativa agora é que a escolha seja anunciada até o dia 31 de março, antes da data inicialmente prevista pela direção da legenda.
A decisão foi conduzida pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Inicialmente, o dirigente havia informado que o nome seria anunciado até 15 de abril, após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD no início deste ano.
O partido trabalha atualmente com três nomes cotados para representar a legenda na corrida presidencial: os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná).
A antecipação do anúncio ocorre em meio às movimentações políticas nacionais e às pesquisas de intenção de voto que começam a mapear possíveis cenários para a disputa de 2026.
Três governadores disputam indicação dentro do partido
Dentro do PSD, a definição do candidato ocorre entre três governadores que passaram a ser considerados pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Além de Ronaldo Caiado, que se filiou recentemente à legenda, também disputam espaço o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior.
Os três participaram recentemente de encontros políticos organizados pela direção nacional do partido para discutir propostas e estratégias eleitorais. Durante esses eventos, também foram realizadas agendas de articulação com lideranças políticas e parlamentares.
A definição antecipada também se relaciona com o prazo legal de desincompatibilização para governadores que desejam disputar cargos nas eleições de 2026. Caso pretendam concorrer à Presidência da República, os chefes de Executivo estaduais precisam deixar os cargos até o início de abril.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, defendeu a antecipação da decisão. “Entendo que não pode atrasar. Do meu lado, acho importante que se defina antes do prazo de desincompatibilização”, declarou ao jornal O Globo.
Caso não seja escolhido como candidato presidencial, Leite poderá disputar outro cargo nas eleições de 2026, como o Senado. A mesma possibilidade é considerada pelos demais pré-candidatos da legenda.
Estratégia política e cenário eleitoral
A movimentação do PSD ocorre em meio ao avanço de articulações nacionais para a eleição presidencial. Levantamentos recentes apontam o senador Flávio Bolsonaro como um dos nomes competitivos no campo da direita, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com números próximos em simulações eleitorais.
Diante desse cenário, dirigentes do PSD avaliam que a definição antecipada de um candidato pode facilitar negociações com outras siglas e ampliar o espaço do partido no debate político nacional.
Mesmo antes da decisão oficial, a direção da legenda informou que os três pré-candidatos têm liberdade para dialogar com outras lideranças partidárias e buscar apoio político para seus projetos.
O presidente nacional do partido já declarou que o PSD pretende disputar a Presidência da República em 2026 com candidatura própria. Segundo Kassab, a escolha final levará em consideração fatores como desempenho em pesquisas, viabilidade eleitoral e capacidade de articulação política