terça-feira, 10 de março de 2026
Mercado financeiro

Goiás ganha 1.264 novas investidoras na Bolsa e participação feminina segue em alta no mercado

Número de mulheres do estado na B3 sobe para 36.605 e avanço acompanha crescimento da presença feminina entre investidores e profissionais do setor financeiro

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 10 de março de 2026
Bolsa
Goiás ganha 1.264 novas investidoras na Bolsa e participação feminina segue em alta no mercado. Foto: Divulgação/ FreePik

Goiás soma 1.264 novas investidoras em 12 meses e acompanha crescimento feminino na Bolsa
Número de mulheres do estado na B3 passou de 35.341 para 36.605 entre 2024 e 2025; formação e transição de carreira ganham força, Goiás registrou a entrada de 1.264 novas mulheres investidoras na bolsa de valores em um período de 12 meses.

Segundo dados da B3, o número de investidoras no estado passou de 35.341 em 2024 para 36.605 em 2025, refletindo uma mudança gradual no perfil de quem investe no país. Desde 2021, a base feminina de investidores no Brasil cresceu 41%, chegando a 1.436.232 mulheres, o equivalente a 26% do total de investidores na bolsa brasileira.

O movimento não se resume apenas à entrada de novas investidoras, mas também à consolidação desse público. Dados recentes da B3 indicam que, embora ainda sejam minoria, as mulheres chegam à renda variável com aportes médios maiores. Com isso, tendem a montar carteiras mais diversificadas e com foco no longo prazo, um perfil que ajuda a explicar o crescimento consistente da participação feminina mesmo em períodos de maior volatilidade.

Investidoras da Bolsa

O avanço também aparece na presença cada vez maior de mulheres em posições estratégicas no mercado financeiro. A trajetória de Marcela Torres, de 38 anos, ilustra esse cenário. Com 17 anos de experiência no setor, ela decidiu ingressar na XP em agosto de 2024, após acompanhar por anos a evolução da empresa.

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Marcela Torres, de 38 anos. Foto: Divulgação

Hoje, Marcela atua como líder do segmento Unique da XP no Centro-Oeste, Minas Gerais e Espírito Santo. “Também sou responsável por fazer a ponte entre a XP Brasil e o escritório da XP Private em Miami no que se refere à posição dolarizada dos clientes”, explica.

Segundo ela, o trabalho envolve tanto o relacionamento com investidores quanto o desenvolvimento de equipes. “O que mais me motiva no dia a dia é poder contribuir para o desenvolvimento das pessoas e trazer melhorias nos processos internos que façam diferença na rotina do time”, afirma.

Ao falar sobre o futuro, Marcela destaca que a construção da carreira no setor depende de iniciativa. “Costumo dizer que cada um é dono da própria carreira e precisa buscar o caminho que traga motivação para trabalhar todos os dias. O projeto de crescimento da XP é bastante ambicioso, então trabalho para crescer junto com esse sonho”.

A presença feminina no mercado financeiro também vem sendo acompanhada por estudos do setor. Um relatório da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais mostra que as mulheres representam hoje 35,4% da força de trabalho nos mercados de capitais.

 

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