Trump demonstra disposição para negociar com Teerã
Trump acena para diálogo enquanto Irã e Israel indicam disposição para seguir com as ofensivas
A guerra envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel entrou no 11º dia, sob troca de ameaças e sinalizações divergentes sobre o futuro do conflito. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que poderia conversar com Teerã dependendo das condições, autoridades iranianas e o governo israelense indicaram disposição para seguir com as ofensivas.
Em entrevista à Fox News, na segunda-feira (9), Trump disse ter ouvido que o Irã teria grande interesse em negociar. O republicano também voltou a criticar a escolha de Mojtaba Khamenei para suceder o pai, Ali Khamenei, no comando da República Islâmica. “Não acredito que ele possa viver em paz”, afirmou.
O presidente norte-americano declarou estar decepcionado com a decisão iraniana, segundo ele, a escolha indica que o país pode continuar seguindo a mesma linha política. Questionado se Mojtaba Khamenei poderia ser alvo de alguma tentativa de assassinato, Trump disse não querer comentar o assunto. “Isso seria inapropriado. Mas veja bem, eu também já fui alvo de alguma tentativa de assassinato”, declarou.
Governo iraniano ameaça Trump
Do lado iraniano, o chefe do Conselho de Segurança do país, Ali Larijani, respondeu diretamente às ameaças feitas por Washington. Nesta terça-feira (10), ele afirmou que o Irã não teme o que chamou de “ameaças vazias” e advertiu o presidente norte-americano. “Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!”, escreveu.

A declaração ocorre após Trump afirmar que os EUA poderiam lançar uma ofensiva “20 vezes mais forte” caso Teerã mantenha o bloqueio ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
Trump ainda afirmou que a guerra estaria “quase concluída”. A avaliação foi contestada pela Guarda Revolucionária iraniana, que afirmou que apenas Teerã decidirá quando os combates terminarão.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também indicou que as operações continuam. “Com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, declarou.
Leia mais: Plano dos EUA para PCC e CV lembra operação na Venezuela