quarta-feira, 11 de março de 2026
Mistério

Pai de suspeito em caso de estupro coletivo desaparece no Rio de Janeiro

José Carlos Simonin, ex-integrante do governo estadual, foi visto desorientado antes de sumir; familiares buscam ajuda para localizá-lo

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 11 de março de 2026
estupro coletivo
Reprodução

Familiares do ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin, relataram nesta terça-feira (10) o desaparecimento do ex-gestor. Ele é pai de um dos jovens investigados por participação em um estupro coletivo ocorrido em Copacabana, na zona sul da capital fluminense.

De acordo com informações divulgadas pela família, foi solicitada ajuda ao programa Segurança Presente de Copacabana para divulgar um cartaz com dados e foto de Simonin, na tentativa de ampliar as buscas e localizar o ex-subsecretário. Informações preliminares indicam que ele teria sido visto desorientado pouco antes de desaparecer.

O desaparecimento acontece cerca de uma semana após a exoneração de Simonin do cargo que ocupava na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro. A saída ocorreu depois que vieram à tona as denúncias envolvendo seu filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, apontado como um dos suspeitos no caso investigado pela polícia.

Na época da denúncia, a secretária da pasta, Rosangela Gomes, afirmou em nota que recebeu as informações com indignação e tristeza. Após deixar o cargo, Simonin concedeu entrevista à imprensa e comentou pela primeira vez sobre o caso envolvendo o filho. “Se meu filho errou, ele tem que pagar”, declarou, acrescentando que não tinha conhecimento sobre o que teria ocorrido no imóvel onde o crime foi registrado.

O episódio investigado pela polícia aconteceu em 31 de janeiro, em Copacabana, quando uma adolescente de 17 anos teria sido atraída até um apartamento após convite de um conhecido. Segundo as investigações, a jovem foi levada ao local e acabou vítima de violência sexual por parte de vários envolvidos. A polícia trata o caso como uma “emboscada planejada” e segue apurando a participação dos suspeitos.

Enquanto isso, familiares continuam mobilizados para tentar localizar José Carlos Simonin e pedem que qualquer informação sobre o paradeiro dele seja comunicada às autoridades.

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