sexta-feira, 13 de março de 2026
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Goiânia pode ganhar parque zoobotânico inspirado em Inhotim

Proposta prevê parque ambiental com tecnologia, museu e espaços culturais integrado ao futuro Parque Metropolitano de Goiânia

Micael Mourapor Micael Moura em 13 de março de 2026
parque (Goiânia estuda criar parque zoobotânico inspirado em Inhotim)
O exemplo de Inhotim demonstra que iniciativas desse tipo podem impulsionar o turismo e gerar impacto econômico Foto: Prefeitura de Goiânia

Goiânia pode ganhar um Parque Zoobotânico inspirado no modelo do Instituto Inhotim, considerado o maior museu a céu aberto do mundo. A proposta prevê a implantação do espaço entre o Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco e o Anel Viário, em uma área de preservação ambiental na região metropolitana da capital.

O projeto inicial prevê que o Parque Zoobotânico de Goiânia seja criado e mantido por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A ideia é preservar um remanescente de mata na região, com monitoramento ambiental e visitação controlada, além de funcionar como uma proteção adicional para a área do Parque Altamiro de Moura Pacheco.

Durante esta semana, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, integrantes do Conselho Municipal de Política Urbana (Compur) e lideranças do Fórum Goiano da Habitação (FGH) realizaram uma visita técnica ao Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho (MG), para conhecer de perto o funcionamento e a estrutura do espaço.

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Também participaram da comitiva a presidente do Compur, Ana Carolina Nunes, além de representantes de entidades do setor imobiliário e da construção civil, como o presidente do Secovi Goiás, Antônio Carlos da Costa; o presidente da Associação dos Desenvolvedores Urbanos de Goiás (ADU-GO), João Victor Araújo; e o presidente do Sinduscon-GO, Hidebrair de Freitas.

Integração com parque metropolitano

A proposta em discussão prevê que o Parque Zoobotânico seja integrado ao projeto do Parque Metropolitano de Goiânia, funcionando como um dos principais atrativos do complexo.

Também está em estudo a criação de um museu de tombamento, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Segundo o presidente do Secovi Goiás, Antônio Carlos da Costa, o exemplo de Inhotim demonstra que iniciativas desse tipo podem impulsionar o turismo e gerar impacto econômico. Em 2025, o instituto recebeu cerca de 350 mil visitantes, com reconhecimento internacional.

Caso seja implantado em Goiânia, o projeto pode contribuir para ampliar o turismo na capital.

Tecnologia e educação ambiental

Diferente do Zoológico de Goiânia, o novo parque teria uma proposta mais tecnológica e educativa. A ideia é utilizar recursos virtuais e interativos para apresentar diferentes espécies da fauna e biomas de várias partes do mundo, reforçando o caráter pedagógico e ambiental do espaço.

A proposta também resgata ideias defendidas pelo jornalista Washington Novaes e pelo ex-senador Mauro Moraes, voltadas à valorização da educação ambiental e da preservação da biodiversidade.

Espaço cultural e de eventos

O projeto ainda prevê a criação de áreas para atividades culturais e eventos de pequeno porte ao ar livre, como apresentações de orquestras sinfônicas, além de espaços para galerias de arte com exposições de artistas goianos e de outras regiões do país.

Outro ponto estudado é a implantação de um museu para abrigar materiais encontrados em prospecções arqueológicas.

A visita técnica também contou com representantes da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (Seplan), da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas) e com o vereador Anselmo Pereira.

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