Sexta-feira 13: conheça as principais superstições da data e o que fazer para afastar o azar
De gato preto a espelho quebrado, crenças populares misturam tradições de diferentes culturas e atravessam gerações; algumas têm origem surpreendente
Quebrar um espelho, passar por baixo de uma escada ou cruzar com um gato preto. Se essas situações já causam desconforto em um dia comum, imagina na sexta-feira 13. A data considerada a mais azarada do calendário acumula uma série de superstições que atravessaram gerações e chegaram até os dias de hoje com força total. Confira as principais crenças associadas ao dia e suas origens.
Gato preto traz azar

Uma das superstições mais conhecidas do mundo tem raízes na Idade Média europeia, quando gatos pretos eram associados à bruxaria e ao demônio. A crença se espalhou com as perseguições da Inquisição e chegou às Américas com os colonizadores. Curiosamente, em países como o Japão e o Reino Unido, o gato preto é considerado símbolo de boa sorte.
Escada e o triângulo sagrado

Passar por baixo de uma escada apoiada em uma parede forma um triângulo, figura considerada sagrada em diversas tradições, incluindo a cristã, onde representa a Santíssima Trindade. Romper esse espaço seria uma forma de desafiar o sagrado e atrair má sorte. Há também uma explicação mais prática: escadas apoiadas são instáveis e objetos podem cair sobre quem passa por baixo.
Espelho quebrado e sete anos de azar

A crença de que quebrar um espelho traz sete anos de azar remonta à Roma Antiga. Os romanos acreditavam que a vida se renovava em ciclos de sete anos e que o reflexo no espelho representava a alma da pessoa. Quebrar o objeto seria fragmentar a própria alma, condenando o dono a anos de infortúnio até a renovação do ciclo.
Sal derramado

Derramar sal é considerado sinal de azar em diversas culturas. A origem está no alto valor que o sal tinha na Antiguidade, usado inclusive como moeda de troca. Desperdiçá-lo era visto como descuido grave. Para neutralizar o efeito, a tradição manda jogar um punhado de sal por cima do ombro esquerdo, acertando simbolicamente o demônio que estaria à espreita.
Guarda-chuva dentro de casa

Abrir um guarda-chuva dentro de casa é considerado mau agouro em diversas partes do mundo. Uma das explicações mais aceitas remonta ao Egito Antigo, onde os parasóis eram usados para proteger a nobreza do sol e tinham caráter sagrado. Abri-los em ambientes fechados, longe do sol, seria uma ofensa às divindades. Outra versão mais prática aponta que os antigos guarda-chuvas tinham molas potentes que podiam machucar quem estivesse por perto ao serem abertos em espaços pequenos.
Número 13 à mesa
Sentar 13 pessoas à mesma mesa é considerado presságio de morte para um dos presentes. A crença tem origem direta na Última Ceia, onde os 13 à mesa resultaram na traição e crucificação de Jesus. O medo era tão difundido na França do século XIX que existiam os chamados “quatorzièmes”, profissionais contratados para comparecer a jantares como o 14º convidado e desfazer o número fatídico.
Como afastar o azar

As tradições populares também oferecem saídas para quem quer se proteger na data. Bater três vezes na madeira é um dos rituais mais comuns, com origem no costume de tocar nas árvores sagradas para invocar a proteção dos espíritos da natureza. Carregar um pé de coelho, uma ferradura ou um trevo de quatro folhas também figuram entre os amuletos mais usados ao redor do mundo. No Brasil, o galho de arruda e a figa são os talismãs mais populares contra o mau-olhado e o azar.
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