domingo, 15 de março de 2026
Eleições 2026

Quatro nomes despontam na disputa pelo Palácio das Esmeraldas

A menos de sete meses da votação no primeiro turno das eleições, chapas majoritárias caminham para definição de suas composições

Bruno Goulartpor Bruno Goulart em 15 de março de 2026
Quatro nomes despontam na disputa pelo Palácio das Esmeraldas
Daniel, Wilder, Marconi e o nome da esquerda vão disputar o comando do Estado pelos próximos quatro anos. Foto: Walter Folador e Júnior Guimarães

Bruno Goulart

A menos de sete meses da votação no primeiro turno das eleições estaduais em Goiás, a corrida para formar as chapas majoritárias ganha novos capítulos com eventos regionais da base e dos principais adversários neste final de semana. Pela base governista, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) é o sucessor do governador Ronaldo Caiado (PSD). O emedebista negocia o nome que irá compor a vice ao seu lado nas urnas.

Na oposição, o senador Wilder Morais (PL) já confirmou pré-candidatura ao lado de Ana Paula Rezende (PL), filha do ex-governador Iris Rezende e da ex-deputada federal Dona Íris Araújo. Já o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) articula para disputar o cargo pela quinta vez. Para isso, o tucano trabalha para estruturar alianças e definir os companheiros de chapa.

No campo da esquerda, o PT também pretende lançar candidatura própria. Dois nomes estão cotados internamente, enquanto as articulações para o Senado ainda seguem indefinidas.

Chapa de Daniel é a mais estruturada até o momento

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Embora ainda não tenha definido o vice, alguns nomes são cotados para a composição. Foto: Jota Eurípedes

Entre os pré-candidatos ao Governo de Goiás, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) aparece com a chapa mais estruturada. Embora ainda não tenha definido o vice, alguns nomes são cotados para a composição, como o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, aliado de confiança do governador Ronaldo Caiado (PSD). 

Também é citado o presidente da Faeg, José Mário Schreiner (MDB), que representaria o setor agropecuário. Outro nome ventilado é o do ex-senador Luiz Carlos do Carmo (Podemos). Outro nome, o do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), surgiu recentemente na base caiadista, embora tenha reiterado prioridade em disputar o Senado.

Leia mais: Caiado reúne multidão de aliados em Jaraguá e oficializa Daniel Vilela como pré-candidato ao governo de Goiás

Para agradar aliados na corrida ao Senado, a base governista deve ter múltiplas candidaturas. Entre os nomes estão a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), o senador Vanderlan Cardoso (PSD), além de Gustavo Mendanha, do deputado federal Zacharias Calil (MDB) e do presidente da Agehab, Alexandre Baldy (PP). Caso o governador não consiga se consolidar na disputa ao Palácio do Planalto, pode entrar na busca por vaga ao Senado.

PL aposta em chapa “puro-sangue” em Goiás

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Wilder Morais será cabeça de chapa ao lado de Ana Paula Rezende. Foto: Divulgação/PL Goiás

Na oposição ao grupo governista em Goiás, o PL decidiu apostar em uma chapa “puro-sangue” para a disputa ao Palácio das Esmeraldas. Após especulações sobre uma possível aliança com o grupo do governador Ronaldo Caiado (PSD), o partido confirmou pré-candidatura própria ao governo, com o senador Wilder Morais como cabeça de chapa e Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende e da ex-deputada federal Dona Íris Araújo, como vice.

Para o Senado, a legenda também trabalha para lançar nomes próprios. O deputado federal Gustavo Gayer é apontado como pré-candidato à primeira vaga, enquanto o vereador por Goiânia Oséias Varão surge como o possível segundo nome ventilado para a disputa à Casa Alta do Congresso.

Outros nomes que chegaram a ser cotados, como o do vereador Major Vitor Hugo e o do ex-deputado estadual Fred Rodrigues, devem disputar vagas na Câmara dos Deputados. A estratégia faz parte da orientação nacional do PL de priorizar candidaturas próprias nos Estados para oferecer palanque forte ao pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ).

Isolado, PSDB tenta estruturar candidatura de Marconi

Quatro nomes despontam na disputa pelo Palácio das Esmeraldas
Ex-governador encontra dificuldades em construir chapa competitiva em Goiás. Foto: Divulgação/Assessoria Marconi Perillo

O PSDB chega ao cenário eleitoral em Goiás com o ex-governador Marconi Perillo como pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas, mas ainda enfrenta dificuldades para estruturar uma chapa competitiva. Até o momento, o tucano não anunciou quem será o escolhido a vice nem apresentou alternativas para a disputa das vagas ao Senado.

Segundo Perillo, a definição completa da composição será feita mais adiante. “A formação da chapa majoritária será tratada com calma e sem pressa, com a definição dos nomes mais próximo da convenção partidária”, afirmou.

Entre os aliados mais próximos está o deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB), que é presidente do partido em Goiás. Já para a disputa à Câmara dos Deputados, três nomes aparecem como praticamente definidos: o do professor Alcides Rodrigues, que deve buscar a reeleição pelo PSDB após deixar o PL; o do deputado federal Jeferson Rodrigues, que oficializou filiação ao partido após deixar o Republicanos; e o do ex-prefeito de Sanclerlândia, Itamar Franco.

PT diz que vai entrar na disputa, mas ainda não definiu nome

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Adriana Accorsi deve buscar reeleição na Câmara dos Deputados. Foto: Divulgação/PT Goiás

O PT também deve lançar candidatura própria ao Governo de Goiás. Embora o partido ainda não tenha definido quem será o cabeça de chapa, dois nomes aparecem como os mais cotados: o do vereador por Goiânia Professor Edward Madureira e o do advogado Valério Luiz Filho.

Para a disputa ao Senado, a legenda ainda não apresentou nomes oficialmente. Enquanto isso, lideranças petistas começam a organizar a estratégia para a eleição proporcional. A presidente estadual do partido, Adriana Accorsi, já reafirmou a intenção de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

Além dela, outros nomes devem compor a chapa para deputado federal, como o do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o do deputado federal Rubens Otoni e o de Professor Edward, caso não seja escolhido para disputar o governo.

Segundo fontes da legenda, o principal objetivo do partido em Goiás é garantir um palanque forte para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral. A espera por uma definição nacional também pode mudar a expectativa do PT goiano de ter nome próprio na corrida ao governo. Uma aliança com o PSB da vereadora Aava Santiago, por exemplo, é tratada nos bastidores como possível. (Especial para O Hoje)

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