Quatro nomes despontam na disputa pelo Palácio das Esmeraldas
A menos de sete meses da votação no primeiro turno das eleições, chapas majoritárias caminham para definição de suas composições
Bruno Goulart
A menos de sete meses da votação no primeiro turno das eleições estaduais em Goiás, a corrida para formar as chapas majoritárias ganha novos capítulos com eventos regionais da base e dos principais adversários neste final de semana. Pela base governista, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) é o sucessor do governador Ronaldo Caiado (PSD). O emedebista negocia o nome que irá compor a vice ao seu lado nas urnas.
Na oposição, o senador Wilder Morais (PL) já confirmou pré-candidatura ao lado de Ana Paula Rezende (PL), filha do ex-governador Iris Rezende e da ex-deputada federal Dona Íris Araújo. Já o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) articula para disputar o cargo pela quinta vez. Para isso, o tucano trabalha para estruturar alianças e definir os companheiros de chapa.
No campo da esquerda, o PT também pretende lançar candidatura própria. Dois nomes estão cotados internamente, enquanto as articulações para o Senado ainda seguem indefinidas.
Chapa de Daniel é a mais estruturada até o momento

Entre os pré-candidatos ao Governo de Goiás, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) aparece com a chapa mais estruturada. Embora ainda não tenha definido o vice, alguns nomes são cotados para a composição, como o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, aliado de confiança do governador Ronaldo Caiado (PSD).
Também é citado o presidente da Faeg, José Mário Schreiner (MDB), que representaria o setor agropecuário. Outro nome ventilado é o do ex-senador Luiz Carlos do Carmo (Podemos). Outro nome, o do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), surgiu recentemente na base caiadista, embora tenha reiterado prioridade em disputar o Senado.
Para agradar aliados na corrida ao Senado, a base governista deve ter múltiplas candidaturas. Entre os nomes estão a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), o senador Vanderlan Cardoso (PSD), além de Gustavo Mendanha, do deputado federal Zacharias Calil (MDB) e do presidente da Agehab, Alexandre Baldy (PP). Caso o governador não consiga se consolidar na disputa ao Palácio do Planalto, pode entrar na busca por vaga ao Senado.
PL aposta em chapa “puro-sangue” em Goiás

Na oposição ao grupo governista em Goiás, o PL decidiu apostar em uma chapa “puro-sangue” para a disputa ao Palácio das Esmeraldas. Após especulações sobre uma possível aliança com o grupo do governador Ronaldo Caiado (PSD), o partido confirmou pré-candidatura própria ao governo, com o senador Wilder Morais como cabeça de chapa e Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende e da ex-deputada federal Dona Íris Araújo, como vice.
Para o Senado, a legenda também trabalha para lançar nomes próprios. O deputado federal Gustavo Gayer é apontado como pré-candidato à primeira vaga, enquanto o vereador por Goiânia Oséias Varão surge como o possível segundo nome ventilado para a disputa à Casa Alta do Congresso.
Outros nomes que chegaram a ser cotados, como o do vereador Major Vitor Hugo e o do ex-deputado estadual Fred Rodrigues, devem disputar vagas na Câmara dos Deputados. A estratégia faz parte da orientação nacional do PL de priorizar candidaturas próprias nos Estados para oferecer palanque forte ao pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ).
Isolado, PSDB tenta estruturar candidatura de Marconi

O PSDB chega ao cenário eleitoral em Goiás com o ex-governador Marconi Perillo como pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas, mas ainda enfrenta dificuldades para estruturar uma chapa competitiva. Até o momento, o tucano não anunciou quem será o escolhido a vice nem apresentou alternativas para a disputa das vagas ao Senado.
Segundo Perillo, a definição completa da composição será feita mais adiante. “A formação da chapa majoritária será tratada com calma e sem pressa, com a definição dos nomes mais próximo da convenção partidária”, afirmou.
Entre os aliados mais próximos está o deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB), que é presidente do partido em Goiás. Já para a disputa à Câmara dos Deputados, três nomes aparecem como praticamente definidos: o do professor Alcides Rodrigues, que deve buscar a reeleição pelo PSDB após deixar o PL; o do deputado federal Jeferson Rodrigues, que oficializou filiação ao partido após deixar o Republicanos; e o do ex-prefeito de Sanclerlândia, Itamar Franco.
PT diz que vai entrar na disputa, mas ainda não definiu nome

O PT também deve lançar candidatura própria ao Governo de Goiás. Embora o partido ainda não tenha definido quem será o cabeça de chapa, dois nomes aparecem como os mais cotados: o do vereador por Goiânia Professor Edward Madureira e o do advogado Valério Luiz Filho.
Para a disputa ao Senado, a legenda ainda não apresentou nomes oficialmente. Enquanto isso, lideranças petistas começam a organizar a estratégia para a eleição proporcional. A presidente estadual do partido, Adriana Accorsi, já reafirmou a intenção de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.
Além dela, outros nomes devem compor a chapa para deputado federal, como o do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o do deputado federal Rubens Otoni e o de Professor Edward, caso não seja escolhido para disputar o governo.
Segundo fontes da legenda, o principal objetivo do partido em Goiás é garantir um palanque forte para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral. A espera por uma definição nacional também pode mudar a expectativa do PT goiano de ter nome próprio na corrida ao governo. Uma aliança com o PSB da vereadora Aava Santiago, por exemplo, é tratada nos bastidores como possível. (Especial para O Hoje)