Equador lança operação contra cartéis de drogas com apoio dos EUA
Operação mobiliza 75 mil agentes contra cartéis e impõe toque de recolher em áreas afetadas do país
O governo do Equador iniciou no domingo (15) uma ofensiva nacional contra o crime organizado com mobilização massiva das forças de segurança e apoio dos Estados Unidos. A operação, envolve ações simultâneas contra cartéis de drogas, mineração ilegal e estruturas ligadas a organizações criminosas.
Segundo as autoridades, cerca de 75 mil policiais e militares foram deslocados para operações em quatro províncias. As ações contam com veículos blindados, helicópteros e apoio de inteligência militar. A ofensiva no Equador integra a estratégia do governo do presidente Daniel Noboa para enfrentar a escalada da violência associada ao narcotráfico.
Equador intensifica ofensiva contra o crime organizado
O ministro do Interior, John Reimberg, afirmou que as forças de segurança atuarão de forma coordenada durante duas semanas. “De 15 a 31 de março, 75 mil membros das forças de ordem estarão mobilizados executando operações simultâneas e coordenadas com inteligência militar contra essas estruturas criminosas”, declarou.
Como parte das medidas emergenciais, o governo decretou toque de recolher noturno nas áreas afetadas. A restrição terá duração de quinze dias e prevê punição para quem descumprir a regra. “Estamos em guerra. Não corram riscos, não saiam de casa, fiquem em casa”, disse Reimberg.

O ministro da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo, afirmou que as ações são complexas e envolvem presença simultânea das forças de segurança em diferentes frentes. Segundo ele, as operações são “de alta complexidade, com presença coordenada em terra, ar e mar para recuperar territórios tomados pelas máfias”.
A iniciativa ocorre após o Equador aderir à coalizão internacional criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para combater cartéis no continente, chamada de “Escudo das Américas”.
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