Israel inicia ação terrestre no Líbano contra o Hezbollah
Forças israelenses iniciam operação terrestre no sul do Líbano contra posições do Hezbollah
A escalada entre Israel e o Hezbollah entrou em uma nova fase na segunda-feira (16), com o início de operações terrestres israelenses no sul do Líbano. Segundo os militares israelenses, as ações são classificadas como “limitadas”, mas representam a entrada de tropas no território do país vizinho após semanas de confrontos intensificados na fronteira.
As Forças de Defesa de Israel informaram que os soldados passaram a atuar contra posições do grupo armado em cidades do extremo sul libanês. A movimentação ocorre após um período de concentração de tropas e tanques ao longo da linha de fronteira. Imagens divulgadas pelo Exército mostram militares e veículos blindados avançando durante a madrugada.
Escalada no Líbano tem objetivo de desestruturar o Hezbollah
De acordo com comunicado das forças israelenses, a ofensiva tem como objetivo desmontar estruturas utilizadas pelo Hezbollah e eliminar combatentes que atuam na região. O Exército afirma que a medida busca “criar uma camada adicional de segurança para os moradores do norte de Israel”.
A escalada militar ocorre após ameaças feitas pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Ele declarou que o grupo libanês “pagará caro” pelos ataques e afirmou ter instruído os militares, em conjunto com o primeiro-ministro, a destruir instalações ligadas ao que chamou de infraestrutura do terror no sul do Líbano.

Antes da operação terrestre, ataques aéreos atingiram subúrbios do sul da capital libanesa, Beirute, durante a madrugada de segunda. Desde o início da atual fase do confronto, Israel afirma ter bombardeado mais de mil alvos associados ao Hezbollah no país.
Ofensiva do Hezbollah em Israel
O grupo libanês, aliado do Irã, também intensificou suas ações. Apenas no domingo (15), declarou ter realizado 25 ataques contra posições israelenses nas Colinas de Golã e contra forças militares posicionadas no Líbano.
A nova escalada ocorre no contexto do agravamento das tensões regionais envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos. De acordo com o governo libanês, quase 800 pessoas morreram no país desde o início dos confrontos e cerca de 800 mil moradores foram forçados a deixar suas casas.
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