Brasileirão 2026 tem início marcado por demissões de técnicos e mudanças no comando dos clubes
Seis equipes já trocaram de treinador nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro Série A
O início do Campeonato Brasileiro de 2026 tem sido marcado por uma intensa movimentação nos bastidores dos clubes. Em apenas seis rodadas disputadas, seis equipes já trocaram de técnicos, evidenciando a pressão por resultados imediatos na principal competição do futebol nacional.
Mesmo antes de o torneio atingir o primeiro terço da temporada, várias diretorias optaram por mudanças no comando técnico na tentativa de reverter desempenhos considerados abaixo do esperado ou resolver problemas internos. O cenário mostra que a chamada “dança das cadeiras” entre treinadores voltou a ser uma realidade frequente no futebol brasileiro.
Cruzeiro entra na lista após saída de Tite
O caso mais recente ocorreu no Cruzeiro Esporte Clube. A diretoria decidiu demitir o técnico Tite após o empate por 3 a 3 com o Vasco da Gama, no Mineirão. Com a saída do treinador, o clube mineiro passou a buscar um novo nome para assumir o comando da equipe na sequência da competição.
Curiosamente, o próprio Vasco também já passou por mudança no comando técnico nesta edição do campeonato. O clube carioca optou pela saída de Fernando Diniz e anunciou a chegada de Renato Gaúcho para comandar o time.
Outro caso que chamou atenção foi o do São Paulo Futebol Clube. Mesmo ocupando posição de destaque na tabela, o clube decidiu demitir o técnico Hernán Crespo antes da quinta rodada. Além dos resultados, pesaram na decisão fatores internos, como o desgaste no relacionamento com parte do elenco e divergências com a diretoria.
Campeão também mudou o comando técnico
Nem mesmo o atual campeão brasileiro ficou fora das mudanças. O Clube de Regatas do Flamengo surpreendeu ao anunciar a demissão de Filipe Luís no início de março. Para ocupar o cargo, o clube carioca escolheu o português Leonardo Jardim, que havia passado recentemente pelo Cruzeiro.
Outros clubes também promoveram alterações em seus comandos técnicos. No Atlético Mineiro, o argentino Jorge Sampaoli deixou o cargo e foi substituído por Eduardo Domínguez.
Já o Clube do Remo optou pela saída do colombiano Juan Carlos Osorio e contratou Léo Condé para tentar reorganizar a equipe na competição.
A sequência de trocas evidencia o ambiente de alta cobrança que marca o futebol brasileiro. Com um calendário apertado e pressão constante por resultados, treinadores acabam sendo frequentemente os primeiros a pagar a conta quando o desempenho dentro de campo não corresponde às expectativas das diretorias e das torcidas.