sexta-feira, 20 de março de 2026
Pesquisa RealTime

Pesquisa expõe rejeição massiva a Erika Hilton e aprofunda polarização no Congresso

Pesquisa mostra resistência à presidência da Comissão da Mulher e apoio majoritário à fala de Ratinho intensifica polarização

Paula Costapor Paula Costa em 20 de março de 2026
Pesquisa
Levantamento nacional do Real Time Big Data revela forte resistência à presidência da deputada (PSOL-SP), mesmo com alto nível de conhecimento sobre o tema. Crédito: Reprodução/ Rede Social.

Uma pesquisa nacional divulgada nesta quarta-feira (19), pelo instituto Real Time Big Data, apontou que 84% dos brasileiros rejeitam a indicação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. O levantamento, realizado entre os dias 17 e 18 de março, ouviu 1.200 eleitores em todo o país e também mediu a repercussão de declarações do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho (SBT), sobre o tema.

“Ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”, disse Ratinho, ao vivo em seu programa no SBT. A pesquisa também mediu a repercussão da fala do apresentador sobre o caso. Para 61% dos entrevistados, a declaração foi correta e eles afirmam que diriam o mesmo. Outros 20% consideram que a fala foi correta, mas exagerada, enquanto 19% avaliam que foi preconceituosa.

No campo político, a posse de Erika Hilton à frente da Comissão da Mulher ocorreu no mesmo dia da divulgação da pesquisa e foi marcada por embates com parlamentares de direita durante a primeira reunião do colegiado, evidenciando a polarização em torno do tema.

De acordo com o estudo, apenas 16% dos entrevistados afirmaram concordar com a escolha da parlamentar para comandar o colegiado, enquanto a ampla maioria se posicionou contrária. O nível de conhecimento sobre o assunto é elevado: 82% disseram estar cientes da nomeação, frente a 18% que declararam desconhecer o caso.

A pesquisa indica variações no apoio conforme o perfil dos entrevistados. Entre jovens de 16 a 34 anos, a concordância chega a 25%, caindo para 14% entre pessoas de 35 a 59 anos e para 8% entre aqueles com mais de 60 anos. No recorte por gênero, 20% dos homens apoiam a indicação, ante 12% das mulheres.

Sob o ponto de vista econômico, o maior índice de apoio aparece entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos (27%). Já entre os que recebem até dois salários mínimos, o percentual é de 15%, e entre dois e cinco salários mínimos, 11%. No aspecto religioso, 23% dos católicos concordam com a escolha, enquanto entre evangélicos o índice é de 5%.

A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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