segunda-feira, 23 de março de 2026
Nominata PSD

Arruda aposta em nominatas fortes sem apoio do governo do DF

“Sem máquina, sem cargos e ainda assim avançando”. Arruda aposta na força do projeto para montar nominatas competitivas no PSD, PRD e Avante até abril

Paula Costapor Paula Costa em 23 de março de 2026
GDF
Nos bastidores, a estratégia é clara: formar chapas fortes e surfar o desgaste da velha política no DF. Crédito: Reprodução/Rede Social

O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD), afirmou que a formação das nominatas do PSD e de partidos aliados – Avante e PRD – avança de forma consistente, mesmo fora da estrutura de poder, e deve ser concluída até 5 de abril, prazo considerado estratégico para a consolidação das chapas que disputarão vagas na Câmara Legislativa do DF (CLDF) e na Câmara dos Deputados.

Segundo Arruda, o processo de montagem das listas de candidatos ocorre sem o uso de cargos públicos ou benefícios políticos como moeda de atração, o que, na avaliação dele, reforça o caráter voluntário e programático das adesões. “Quem está vindo, está vindo realmente pelo projeto”, declarou, ao destacar que a articulação tem sido construída com base em alinhamento político e perspectiva eleitoral.

“Está caminhando muito bem, principalmente considerando que nós não estamos no governo, nós não temos cargos, nem nenhum outro tipo de vantagem para oferecer aos nossos candidatos. Então, quem está vindo, está vindo realmente pelo projeto”, disse.

O ex-governador ressaltou que a estruturação de nominatas competitivas é peça-chave para sustentar sua pré-candidatura ao Palácio do Buriti. Para ele, a força das chapas proporcionais – tanto distritais quanto federais, é determinante para garantir capilaridade política e viabilidade ao projeto majoritário.

Arruda também sinalizou otimismo em relação ao desempenho dos partidos que compõem seu campo político. Na avaliação do pré-candidato, PSD, PRD e Avante devem apresentar resultados acima das expectativas nas eleições de 2026, impulsionados por um cenário de desgaste da classe política tradicional.

Ao criticar o que classificou como “mesmice” no Legislativo local, o ex-governador apontou um suposto alinhamento automático de parlamentares ao Executivo distrital, o que, segundo ele, abre espaço para renovação. A aposta, afirmou, é que o eleitorado busque alternativas a esse modelo, fortalecendo candidaturas independentes e alinhadas a novos projetos políticos no DF.

“A população está cansada da mesmice, de deputados que votam encabrestados pelo governador, sabe-se lá por que interesses, né? Então eu acho que as coisas estão indo bem”, concluiu Arruda.

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