segunda-feira, 23 de março de 2026
AVANÇO DA PISCICULTURA

Pecuária em Goiás registra queda no gado e no leite, enquanto piscicultura avança

Setor pecuário registra perdas em atividades tradicionais, enquanto a tilápia ganha espaço e impulsiona nova dinâmica produtiva no estado

Anna Salgadopor Anna Salgado em 23 de março de 2026
Homens pescando peixes com rede
Foto: Divulgação/MPA

Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam um cenário de contrastes para o setor pecuário em Goiás em 2024. Embora o Estado mantenha posições de destaque no ranking nacional, atividades tradicionais, como a bovinocultura e a produção leiteira, registraram retração, em contraponto ao crescimento acelerado da piscicultura, especialmente da tilápia.

O rebanho bovino goiano apresentou queda de 2,2%, totalizando 23,2 milhões de cabeças. Trata-se do segundo ano consecutivo de retração. Ainda assim, Goiás permanece como o terceiro maior detentor de gado do País, com 9,7% de participação nacional. No recorte municipal, Nova Crixás lidera com 772,8 mil cabeças, mesmo após redução de 3,6%. Outras quedas expressivas foram registradas em São Miguel do Araguaia (-9,7%), além de Porangatu, Caiapônia e Mineiros.

No setor leiteiro, o comportamento foi semelhante. A produção caiu 2,0%, somando 2,92 bilhões de litros, recuo mais intenso que o observado no período anterior. Orizona segue como principal produtor do Estado e ocupa a nona posição no ranking nacional, com 124,5 milhões de litros. Apesar da leve alta de 0,2%, o município perdeu posições no cenário brasileiro.

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Em sentido oposto, a piscicultura apresentou desempenho positivo. A produção de tilápia alcançou 13,9 mil toneladas, crescimento de 11,2% em relação a 2023, acima da média histórica recente. Por outro lado, espécies como o tambaqui (-48,1%) e o pirarucu registraram quedas acentuadas na produção estadual.

Nos segmentos de aves e suínos, os resultados foram mistos. O efetivo de galináceos cresceu 2,1%, chegando a 98,9 milhões de cabeças, revertendo retrações anteriores. Rio Verde se destaca como o sétimo maior produtor nacional, com 11,3 milhões de cabeças. Em contrapartida, a produção de ovos de galinha teve leve queda de 0,33%, com municípios como Inhumas e Leopoldo de Bulhões perdendo posições relevantes no ranking brasileiro.

Na suinocultura, Goiás avançou para a sétima colocação nacional, com um efetivo de 1,55 milhão de cabeças, alta de 0,9%. Apesar do crescimento mais moderado, cidades como Jataí e Montividiu registraram variações positivas no número de animais, contribuindo para o desempenho do Estado.

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