segunda-feira, 27 de julho de 2026
LÍBANO

Líder do Hezbollah rejeita negociação em meio a ofensiva israelense

Grupo rejeita acordo enquanto premiê israelense fala em ampliar “zona-tampão” no sul do Líbano

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 25 de março de 2026 às 17:34
Chefe do Hezbollah afirma que negociar com Israel agora seria “rendição forçada”
Chefe do Hezbollah afirma que negociar com Israel agora seria “rendição forçada” (Foto: Unsplash)

A escalada no sul do Líbano segue sem previsão de cessar-fogo, nesta quarta-feira (25), o líder do Hezbollah, Naim Qassem, descartou qualquer possibilidade de negociação com Israel enquanto o território libanês estiver sob ataque. Em declaração pública, ele classificou eventuais conversas nesse cenário como uma imposição que comprometeria a soberania do país.

Segundo Qassem, aceitar exigências relacionadas ao desarmamento do grupo diante de operações militares em curso significaria enfraquecer o Líbano. Ele afirmou que “negociar com o inimigo israelense sob fogo constitui rendição forçada e a privação de todas as capacidades do Líbano; negociações com um inimigo que ocupa terras e ataca diariamente são totalmente inaceitáveis”. O líder também indicou que os combatentes do Hezbollah continuarão atuando sem restrições caso haja intensificação do conflito.

Israel avança no Líbano contra o Hezbollah

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Exército irá ampliar a chamada “zona-tampão” no sul do Líbano. Em publicação na rede social X, ele disse que a medida busca conter ameaças, especialmente relacionadas a “mísseis antitanque”.

A movimentação ocorre após declarações do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que indicou a intenção de controlar uma faixa de aproximadamente 30 quilômetros até o rio Litani. De acordo com ele, a estratégia inclui a criação de uma área de segurança após a destruição de pontes utilizadas pelo Hezbollah.

Katz afirmou que as estruturas sobre o rio foram usadas para transporte de combatentes e armamentos e declarou que as forças israelenses irão monitorar as rotas restantes. O ministro também disse que moradores que deixaram o sul do Líbano não devem retornar até que haja garantia de segurança para populações no norte de Israel.

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