quinta-feira, 26 de março de 2026
Justiça

Polícia conclui inquérito e indicia mulher que jogou líquido quente em cão comunitário em Goiânia

Animal sofreu queimaduras graves em 40% do corpo, precisou de oxigênio e segue internado; crime pode resultar em até cinco anos de prisão

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 26 de março de 2026
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A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Proteção Animal (GPA) de Goiânia, 1ª DRP, concluiu nesta quarta-feira (25) o inquérito que investigava a agressão contra o cão comunitário “Jhonny”, registrada no dia 5 de março de 2026, na capital. A suspeita foi indiciada pelo crime de maus-tratos qualificado, previsto no artigo 32, §1º-A, da Lei 9.605/98.

Cão
Polícia conclui inquérito e indicia mulher que jogou líquido. Foto: Reprodução

Investigação

O caso começou a ser apurado após uma denúncia recebida em 12 de março, informando que o animal havia sido atingido por líquido quente enquanto descansava na calçada em frente à residência da investigada. Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para o esclarecimento do crime.

Nos registros, a mulher aparece saindo de casa com um recipiente e, sem qualquer provocação por parte do animal, despeja deliberadamente o líquido sobre o cão. As imagens ainda mostram a formação de vapor no momento da ação, indicando a alta temperatura da substância utilizada.

Gravidade das lesões no cão

De acordo com laudo da Polícia Técnico-Científica, o cão sofreu queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus, atingindo cerca de 40% do corpo. O quadro clínico evoluiu com infecção secundária e complicações sistêmicas graves.

Durante o tratamento, o animal precisou de suporte de oxigênio e segue internado, ainda em estado delicado, com risco de morte.

Com base nas provas reunidas incluindo vídeos, depoimentos e laudos periciais, a autoridade policial formalizou o indiciamento da suspeita. O crime de maus-tratos contra cães e gatos prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

Acompanhamento e recuperação

“Jhonny” permanece sob cuidados em uma clínica veterinária particular, sendo acompanhado por uma protetora responsável. O caso também foi encaminhado à Diretoria de Bem-Estar Animal da AMMA, que ficará responsável por monitorar a recuperação do animal até a decisão final da Justiça, que definirá sua guarda.

A Polícia Civil reforça que maus-tratos contra animais é crime e destaca a importância da participação da população por meio de denúncias.

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