Bolsonaro deixa hospital e começa a cumprir prisão domiciliar em Brasília
Após duas semanas internado por broncopneumonia, ex-presidente retorna para casa sob regras rígidas determinadas pelo STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital na manhã desta sexta-feira (27), em Brasília, após permanecer duas semanas internado para tratar uma broncopneumonia. Ele seguiu diretamente para a residência onde passou a cumprir prisão domiciliar, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
A alta médica ocorreu pouco antes das 10h. O ex-presidente estava acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo o médico da equipe que o acompanha, a recuperação apresentou evolução estável nos últimos dias. “O ex-presidente acabou de ter alta hospitalar. A evolução foi a esperada, tranquila e sem intercorrências. Fizemos a transição da medicação para via oral para que ele continue o tratamento em casa”, informa o boletim.
O boletim divulgado na véspera já indicava evolução clínica favorável, sem sinais de infecção aguda e com boa resposta ao uso de antibióticos.
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Regras rígidas passam a valer na residência
A prisão domiciliar foi determinada por Moraes, que estabeleceu uma série de medidas para garantir um ambiente controlado durante o período de recuperação da saúde.
Entre as determinações está o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica durante todo o período da domiciliar. O descumprimento das regras pode resultar na revogação da medida.
Bolsonaro também está proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação direta ou indireta. A decisão inclui a vedação de acesso a redes sociais e a gravação ou divulgação de vídeos e áudios, mesmo que por intermédio de terceiros.
As visitas foram suspensas por 90 dias. Apenas filhos, advogados, médicos e fisioterapeuta estão autorizados a entrar na residência. Durante essas visitas, celulares devem ser recolhidos pelos agentes responsáveis pela segurança.
Michelle, a filha do casal Laura e a enteada Letícia têm acesso livre por residirem no local. Ainda assim, visitas a elas também dependem de autorização judicial.
A Polícia Militar do Distrito Federal passou a realizar o controle de acesso ao imóvel. Veículos que entram e saem da residência são vistoriados, com inspeção de porta-malas e identificação de ocupantes. A área externa também está sob monitoramento constante.
A corporação deve enviar relatórios semanais ao STF e comunicar imediatamente qualquer descumprimento das regras. Também está proibida a realização de acampamentos, manifestações ou aglomerações em um raio de 1 quilômetro da residência. A medida será reavaliada após 90 dias, com análise das condições de saúde e possibilidade de nova perícia médica.