sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Retorno

Bruno Peixoto deve assumir UB e abandonar federação PRD-Solidariedade

Presidente da Alego recebeu convite do presidente nacional do partido, Antônio Rueda, para comandar a sigla em Goiás; retorno enfraquece chapa PRD-Solidariedade

Thiago Borgespor em
Bruno Peixoto durante sessão na Alego
Rearranjo aconteceu após rodadas de negociações entre Rueda, Caiado e Daniel | Foto: Will Rosa/Alego

O convite feito pelo presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Bruno Peixoto, para presidir a sigla em Goiás caminha para dar fim à indefinição que paira sobre o partido desde que o governador Ronaldo Caiado anunciou, no dia 27 de janeiro, a ida para o PSD, a fim de manter vivo o seu projeto político que visa uma candidatura ao Palácio do Planalto.

Em um primeiro momento, a favorita para comandar o União Brasil no Estado foi a primeira-dama e pré-candidata ao Senado, Gracinha Caiado, indicada pelo governador. Porém, o rearranjo aconteceu após rodadas de negociações entre Rueda, Caiado e o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que teve um encontro com o mandatário nacional do partido ao lado de Peixoto, em Brasília, há pouco mais de uma semana.

A expectativa é que Peixoto no comando do UB conduza as negociações na formação das chapas proporcionais do partido. A saída de Caiado causou uma insegurança entre os deputados estaduais, federais e os pré-candidatos da legenda a respeito do futuro do partido.

Apesar da participação de Caiado e Daniel na montagem das chapas de praticamente todos os partidos da base aliada, o entendimento é que a prioridade do governador e do vice será o PSD e o MDB, seus respectivos partidos. Além da insegurança nos quadros do partido, a dificuldade na formação da nominata do UB gerou um descontentamento com o vice-presidente do partido, Delegado Waldir, que também é pré-candidato a deputado federal e estava como responsável pelas articulações da nominata do partido.

Antes da proposta para retornar ao União Brasil, Bruno havia deixado a sigla no começo da janela partidária para assumir o comando da federação formada por PRD e Solidariedade (Renovação Solidária) em Goiás. À frente do grupo, chegou a anunciar a chapa para deputado federal, da qual o próprio Bruno faria parte, e conduzia a articulação da nominata para deputado estadual.

A oportunidade de ter o comando de uma legenda maior atraiu Bruno. Em Goiás, ninguém tem mais prefeitos, vereadores, deputados estaduais e deputados federais que o União Brasil.

Além disso, no País, o partido oficializou a federação com o Progressistas, o que levou o partido a integrar a maior bancada na Câmara dos Deputados, com 109 cadeiras, o que significa ter acesso à maior fatia do Fundo Eleitoral. Ou seja, nenhum partido em Goiás terá mais recursos do Fundo Eleitoral que o União Brasil, que caminha para ser chefiado por Bruno Peixoto, caso o total de deputados hoje seja mantido nas eleições de outubro.

Leia mais: Às vésperas da posse, Daniel Vilela mira força política no Entorno e na Capital

Gracinha presidirá federação

Ademais, o acordo firmado entre a base aliada e Rueda deve levar a primeira-dama Gracinha Caiado, antes favorita para comandar a legenda, para a presidência da federação União Progressista no Estado.

Para as eleições deste ano, o foco de Rueda e do senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, é que a federação mantenha a maior bancada na Câmara. O objetivo no Estado é que a aliança tenha uma chapa forte o suficiente para eleger entre quatro e cinco deputados federais.

Já a federação PRD-Solidariedade perde seu principal puxador de votos na disputa pela Câmara dos Deputados. Como já mostrado pela reportagem do O HOJE, a federação trabalha com o objetivo de lançar chapas completas, com 18 nomes para federal e 42 para estadual.

Até o momento, o objetivo da federação é angariar três cadeiras na Casa Baixa e seis na Alego. Com o provável retorno de Peixoto para o União Brasil, a sigla deve sofrer baixas na nominata. Um dos possíveis nomes que pode deixar a federação caso Bruno aceite comandar o União Brasil é o deputado estadual Lucas Calil, que aparece como pré-candidato a federal pela federação, mas ainda é citado em negociações do MDB.

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