segunda-feira, 30 de março de 2026
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“O Brasil está cansado”, diz Eduardo Leite ao criticar escolha de pré-candidato pelo PSD

Governador do RS afirma que decisão do partido mantém a polarização e declara que seguirá defendendo um projeto de centro liberal

Thais Munizpor Thais Muniz em 30 de março de 2026
5 foto Mauricio Tonetto Palacio Piratini
Eduardo Leite Foto: Maurício Tonetto

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se manifestou nesta segunda-feira (30) após o Partido Social Democrático oficializar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato da legenda à Presidência da República nas eleições de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, Leite afirmou que respeita a decisão partidária, mas criticou o caminho escolhido pela sigla.

Logo no início da declaração, ele disse que a escolha “desencanta” parte da população e também a ele próprio. “Hoje, o meu partido, o PSD, tomou uma decisão importante ao definir o seu caminho para a eleição presidencial. Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, eu não vou discutir essa decisão”, afirmou.

Sem citar nominalmente Caiado, Leite declarou que a definição da legenda tende a manter o ambiente político que, segundo ele, limita o debate público no país. “O Brasil está cansado, muito cansado, de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos”, disse.

Nos dias que antecederam o anúncio do partido, o governador relatou ter recebido manifestações de apoio de diferentes setores. De acordo com ele, lideranças políticas, economistas, representantes da sociedade civil e cidadãos comuns defenderam a construção de uma alternativa política fora dos polos mais radicalizados.

“Eu recebi manifestações de apoio de lideranças políticas, de economistas que ajudaram a construir momentos importantes do Brasil, de pessoas da sociedade civil, de cidadãos comuns. E todas, todas essas vozes apontavam na mesma direção”, declarou.


Defesa de um projeto de centro

Durante o pronunciamento, Eduardo Leite afirmou que identifica um desejo social por mais equilíbrio e diálogo no cenário político nacional. Ele descreveu esse movimento como um anseio por respeito entre posições divergentes.

“Existe, sim, no Brasil, um desejo forte, talvez ainda silencioso, mas muito real, por mais equilíbrio, por mais sensatez, por mais respeito”, afirmou. Em seguida, completou: “Um desejo por uma política que não precisa gritar para ser ouvida, que não precisa dividir para existir”.

Leite também declarou que acredita em um “centro liberal, democrático de verdade”, baseado, segundo ele, na conciliação e na construção de soluções práticas. “Eu acredito num outro caminho”, disse.

Ainda na fala, o governador afirmou que a decisão do PSD não encerra o movimento político que vinha sendo construído nos últimos dias. Para ele, o processo demonstrou que existe espaço para um projeto nacional com esse perfil.

“Mesmo que a gente não tenha uma candidatura formalizada, nós ajudamos a mostrar que existe espaço e, mais do que isso, necessidade de um projeto nacional sólido, responsável e equilibrado”, declarou.

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Continuidade da atuação política

Eduardo Leite também mencionou a repercussão do apoio que recebeu durante o período de articulações internas. “Eu fico, sinceramente, muito emocionado com cada apoio que eu recebi. E isso não termina aqui”, afirmou.

Segundo ele, a atuação política seguirá, independentemente da formalização de uma candidatura presidencial neste momento. “A política é dinâmica e jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Essa jornada continua na sociedade, continua nas ideias, continua naquilo que a gente planta”, disse.

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