segunda-feira, 20 de abril de 2026
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“Mãe, eu não estou aguentando”, disse menina de 9 anos antes de morrer com suspeita de envenenamento em Goiás

Criança passou mal após jantar com a família, pediu para ir ao hospital e teve parada cardiorrespiratória; irmão segue internado

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 30 de março de 2026
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Menina de 9 anos morre com suspeita de envenenamento em Goiás. Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

A mãe de Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, relatou momentos de desespero ao ver a filha passar mal após um jantar em família, em Alto Horizonte, no norte de Goiás. Segundo Nábia Rosa Pimenta, a criança começou a sentir fortes dores na barriga e implorou para ser levada ao hospital.

“Quando entrei no quarto, ela estava chorando e disse: ‘Mãe, minha barriga está doendo’. Ela estava gelada, diferente. Depois falou: ‘Mãe, eu não estou aguentando, me leva para o hospital’”, contou a mãe em entrevista à TV Anhanguera.

Na noite de sexta-feira (27), Nábia, os dois filhos e o companheiro jantaram arroz, feijão e carne moída, preparados pelo namorado. Pouco depois, a menina apresentou sintomas graves. A mãe afirmou que se assustou ao perceber sinais como salivação intensa e espuma na boca, mas, naquele momento, não imaginou a possibilidade de envenenamento.

Weslenny foi levada ao Hospital Municipal Darcy Pacheco, onde deu entrada por volta das 22h30 com crises convulsivas. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, inicialmente ela respondeu ao tratamento, mas o quadro se agravou rapidamente, com queda do estado geral, bradicardia e, posteriormente, parada cardiorrespiratória.

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Menina de 9 anos morre com suspeita de envenenamento em Goiás. Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Menina morre por envenenamento em Goiás

Após a morte da menina, o irmão dela também apresentou sintomas semelhantes e foi encaminhado ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, onde permanece internado em estado estável.

A Polícia Civil investiga o caso como suspeita de envenenamento.

De acordo com o delegado Sandro Leal, que atendeu inicialmente a ocorrência durante o plantão, o caso já foi repassado ao delegado responsável pela região de Alto Horizonte, Domênico. As primeiras diligências incluíram perícia no local, coleta de materiais, apreensão de celulares e oitiva das pessoas que estavam na casa no momento dos fatos.

“Já foram realizadas perícias, recolhidos materiais na residência, apreendidos celulares e ouvidas as pessoas presentes. Agora, com os laudos, a investigação vai avançar para esclarecer se houve envenenamento doloso ou culposo”, afirmou.

Segundo Marcelo de Castro Coelho Morais, da 7ª Coordenação Regional de Polícia Técnico-Científica de Uruaçu, exames laboratoriais em amostras biológicas da vítima, do irmão e dos animais devem apontar qual substância pode ter causado a intoxicação.

Equipes policiais recolheram restos de alimentos encontrados na residência, além de outros itens suspeitos na geladeira, que serão analisados pela perícia. Quatro celulares também foram apreendidos, e familiares, incluindo a mãe, o padrasto, uma tia e o pai biológico, prestaram depoimento.

De acordo com a investigação, apenas o padrasto apresentou sintomas leves, como episódios de vômito, tendo recebido alta no dia seguinte. Todos os envolvidos afirmam ter consumido a mesma refeição.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a morte de três gatos na casa. Amostras biológicas das vítimas e dos animais foram coletadas, e exames periciais devem identificar a substância responsável pelo possível envenenamento.

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