terça-feira, 31 de março de 2026
Eleições 2026

Caiado ataca polarização, critica PT e dá recados a Flávio em anúncio do PSD

Governador de Goiás venceu disputa interna e foi oficializado como pré-candidato do partido à Presidência da República na última segunda-feira (30)

Thiago Borgespor Thiago Borges em 31 de março de 2026
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Governador Ronaldo Caiado - foto: Secom

Após dois meses de disputa interna, o PSD oficializou, na última segunda-feira (30), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o nome do partido para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano. O chefe do Executivo goiano foi o nome escolhido pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, pela cúpula nacional pessedista, e desbancou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Kassab anunciou o chefe do Executivo goiano como o pré-candidato escolhido em entrevista coletiva na sede do partido em São Paulo. Caiado disse que recebeu a notícia do mandatário do partido em ligação na noite do último domingo (29). O governador goiano tornou-se o favorito para ser o escolhido pela cúpula da legenda há uma semana, quando o governador do Paraná, Ratinho Jr., desistiu de ser candidato ao Palácio do Planalto. 

Ao abrir a entrevista coletiva, o presidente nacional do PSD disse que escolher entre Caiado, Ratinho e Leite era uma decisão “muito difícil”, mas que considerava um “privilégio”. “É um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus Estados”, afirmou Kassab.

Durante seu discurso, Caiado fez aceno ao eleitorado bolsonarista. O governador afirmou que seu primeiro ato, enquanto presidente da República, será conceder anistia “ampla, geral e irrestrita” que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas”, disse Caiado. 

Entretanto, o governador não se esqueceu de deixar recado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Planalto. “É importante que todos entendam que o desafio não é apenas derrotar o PT. Isso é fácil. No segundo turno ele estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no País”, disparou. 

Caiado afirmou que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não é mais opção” em Goiás, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. “Ganhar do PT não é mais a dificuldade. Agora, vai saber governar? Ou vai querer aprender a governar o Brasil na cadeira?”, indagou o governador. 

Leia mais: “Polarização pode ser desativada”, diz Caiado ao lançar pré-candidatura à Presidência da República

Frente a polarização

Em sua primeira aparição como pré-candidato escolhido pelo PSD ao Planalto, Caiado também tratou de criticar a polarização política do País entre Lula e o bolsonarismo, dessa vez representado por Flávio Bolsonaro. “A polarização não é um traço da política nacional. É um projeto político sustentado por quem vive da polarização”, disse Caiado. “O Brasil não suporta mais viver essa situação que tem sido constante.” 

O governador goiano atacou as gestões petistas e afirmou que o governo Lula retarda o crescimento do País. Caiado aproveitou para fazer o contraponto com sua gestão em Goiás. “Nós somos os primeiros em desenvolvimento e uso de Inteligência Artificial e em exploração de terras raras. Nós não nos vangloriamos das pessoas que dependem dos benefícios sociais, nós nos vangloriamos daquelas pessoas que conseguem sua própria renda”, disse o chefe do Executivo goiano. 

Para fugir do que definiu como extremos, Caiado disse garantir que seu projeto de governo fura a bolha da polarização que, segundo o governador, representa o “atraso da nação”. Além disso, ressaltou que “ninguém atinge 88% de aprovação sendo radical”, em referência a aprovação de seus mandatos em Goiás.

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