Construir uma marca leva tempo e não tem atalho, diz estrategista no podcast Manda Vê
Rodrigo Roncolato, com 25 anos de atuação, explica como arquétipos, presença digital e consistência definem o reconhecimento de marcas pessoais e empresariais
Construir uma marca que se sustenta ao longo do tempo não depende de estética impecável nem de perfis bem organizados nas redes sociais. Depende de repetição, clareza de posicionamento e permanência. Essa é a visão central que o estrategista de marca Rodrigo Roncolato trouxe ao podcast Manda Vê, apresentado por Juan Allaesse, na última segunda-feira (30).
Com 25 anos de atuação, sendo 16 à frente do próprio negócio, Roncolato percorreu um caminho que começa ainda em uma gráfica, em contato com a impressão de jornais, antes mesmo de se formar em Publicidade e Propaganda. A experiência em diferentes agências antecedeu a decisão de criar um modelo de trabalho próprio, baseado na proximidade com o cliente e na compreensão individual de cada marca.
A lógica dos arquétipos
Ao longo da conversa, Roncolato explica como elementos visuais, linguagem e referências culturais são articulados para produzir reconhecimento, recorrendo ao conceito de arquétipos para organizar esse raciocínio. A escolha de uma trilha sonora, a definição de um personagem ou a repetição de determinados signos fazem parte de uma construção que antecede a resposta do público e contribui para a formação de preferência. Para ele, esse processo não se limita à execução de campanhas, mas envolve entender como a empresa ou profissional se apresenta em diferentes frentes, inclusive em ambientes como o LinkedIn.
A imagem pessoal como extensão da marca
Outro ponto de destaque no episódio é a relação entre imagem pessoal e comunicação. Antes mesmo de um primeiro contato direto, a presença digital já estabelece uma leitura sobre quem está por trás da marca. Fotografias, enquadramento e coerência visual passam a integrar esse processo e influenciam diretamente a forma como o profissional é percebido pelo mercado.
Roncolato, no entanto, questiona a associação automática entre estética e autoridade. Para ele, um perfil visualmente organizado não sustenta, por si só, a credibilidade. O reconhecimento real é construído por repetição e permanência ao longo do tempo, e a tentativa de acelerar esse processo tende a resultar em reproduções superficiais que não se sustentam.
Consistência acima de tudo
Para ilustrar a dinâmica entre expectativa e realidade na construção de marcas, o estrategista recorre a uma comparação direta: assim como resultados físicos não são imediatos, a consolidação de uma marca exige continuidade. A expectativa por respostas rápidas contrasta com um percurso que depende de prática, revisão e consistência.
Roncolato também aponta um limite claro para a atuação de agências: quando não há envolvimento direto do próprio profissional ou empresa, o processo encontra um teto. A exposição e a condução da própria comunicação aparecem como parte essencial do caminho, e não como uma etapa que pode ser simplesmente delegada. Nesse contexto, a construção de autoridade passa a depender da forma como cada indivíduo assume sua presença no mercado.
O episódio completo com Rodrigo Roncolato está disponível no canal do podcast Manda Vê.
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