terça-feira, 31 de março de 2026
NEGÓCIOS | MARKETING

Construir uma marca leva tempo e não tem atalho, diz estrategista no podcast Manda Vê

Rodrigo Roncolato, com 25 anos de atuação, explica como arquétipos, presença digital e consistência definem o reconhecimento de marcas pessoais e empresariais

Luana Avelarpor Luana Avelar em 31 de março de 2026
marca
Foto: Gabriel Louza

Construir uma marca que se sustenta ao longo do tempo não depende de estética impecável nem de perfis bem organizados nas redes sociais. Depende de repetição, clareza de posicionamento e permanência. Essa é a visão central que o estrategista de marca Rodrigo Roncolato trouxe ao podcast Manda Vê, apresentado por Juan Allaesse, na última segunda-feira (30).

Com 25 anos de atuação, sendo 16 à frente do próprio negócio, Roncolato percorreu um caminho que começa ainda em uma gráfica, em contato com a impressão de jornais, antes mesmo de se formar em Publicidade e Propaganda. A experiência em diferentes agências antecedeu a decisão de criar um modelo de trabalho próprio, baseado na proximidade com o cliente e na compreensão individual de cada marca.

A lógica dos arquétipos

Ao longo da conversa, Roncolato explica como elementos visuais, linguagem e referências culturais são articulados para produzir reconhecimento, recorrendo ao conceito de arquétipos para organizar esse raciocínio. A escolha de uma trilha sonora, a definição de um personagem ou a repetição de determinados signos fazem parte de uma construção que antecede a resposta do público e contribui para a formação de preferência. Para ele, esse processo não se limita à execução de campanhas, mas envolve entender como a empresa ou profissional se apresenta em diferentes frentes, inclusive em ambientes como o LinkedIn.

A imagem pessoal como extensão da marca

Outro ponto de destaque no episódio é a relação entre imagem pessoal e comunicação. Antes mesmo de um primeiro contato direto, a presença digital já estabelece uma leitura sobre quem está por trás da marca. Fotografias, enquadramento e coerência visual passam a integrar esse processo e influenciam diretamente a forma como o profissional é percebido pelo mercado.

Roncolato, no entanto, questiona a associação automática entre estética e autoridade. Para ele, um perfil visualmente organizado não sustenta, por si só, a credibilidade. O reconhecimento real é construído por repetição e permanência ao longo do tempo, e a tentativa de acelerar esse processo tende a resultar em reproduções superficiais que não se sustentam.

Consistência acima de tudo

Para ilustrar a dinâmica entre expectativa e realidade na construção de marcas, o estrategista recorre a uma comparação direta: assim como resultados físicos não são imediatos, a consolidação de uma marca exige continuidade. A expectativa por respostas rápidas contrasta com um percurso que depende de prática, revisão e consistência.

Roncolato também aponta um limite claro para a atuação de agências: quando não há envolvimento direto do próprio profissional ou empresa, o processo encontra um teto. A exposição e a condução da própria comunicação aparecem como parte essencial do caminho, e não como uma etapa que pode ser simplesmente delegada. Nesse contexto, a construção de autoridade passa a depender da forma como cada indivíduo assume sua presença no mercado.

O episódio completo com Rodrigo Roncolato está disponível no canal do podcast Manda Vê.

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