Passagens aéreas podem ficar mais caras em breve; saiba o motivo
Reajuste no querosene de aviação anunciado pela Petrobras aumenta custos das companhias e deve impactar o preço das passagens nos próximos meses
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) um reajuste significativo no preço do querosene de aviação (QAV), combustível que abastece aeronaves e representa uma das principais despesas das companhias aéreas. Para reduzir o impacto imediato, a estatal decidiu permitir que parte desse aumento seja paga de forma parcelada.
Na prática, o reajuste total pode chegar a cerca de 55%, mas as distribuidoras poderão arcar inicialmente com uma alta menor, de aproximadamente 18% em abril, enquanto o restante será dividido em até seis parcelas, a partir de julho de 2026.
A medida foi adotada em meio à disparada do preço do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas recentes, o que elevou o custo dos combustíveis globalmente.
Apesar da tentativa de suavizar o impacto no curto prazo, especialistas do setor já alertam que o efeito deve chegar ao consumidor. Isso porque o combustível representa uma fatia significativa dos custos das companhias aéreas — podendo ultrapassar 30% das despesas operacionais.
Com isso, o cenário mais provável é de aumento nas passagens aéreas, já que as empresas tendem a repassar parte dos custos ao preço final dos bilhetes.
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Passagens mais caras e redução na oferta de voos
Entidades do setor também demonstram preocupação com os efeitos mais amplos da alta. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o reajuste pode reduzir a oferta de voos, dificultar a abertura de novas rotas e impactar a conectividade no país.
A própria Petrobras afirmou que o parcelamento tem como objetivo “preservar a demanda” e evitar impactos mais bruscos no mercado, mantendo o funcionamento do setor aéreo.
Ainda assim, o movimento acende um alerta para quem pretende viajar nos próximos meses: com o combustível mais caro, voar pode pesar mais no bolso.