Cabo Daciolo se filia ao Mobiliza e se coloca como pré-candidato à Presidência
Ex-deputado anuncia nova filiação partidária e diz que avalia disputar o Planalto, o governo estadual ou o Senado
O ex-deputado federal Cabo Daciolo oficializou, nesta sexta-feira (3), a filiação ao Mobiliza, legenda que até pouco tempo se chamava PMN (Partido da Mobilização Nacional). Ao anunciar a entrada no novo partido, ele declarou a intenção de disputar a Presidência da República nas próximas eleições, embora não descarte a possibilidade de concorrer ao governo estadual ou a uma vaga no Senado.
Daciolo já esteve na corrida presidencial em 2018, quando concorreu pelo Patriota e terminou na sexta posição, com 1,26% dos votos válidos. Naquele pleito, ele superou nomes como Marina Silva, Henrique Meirelles e Alvaro Dias.
Durante os debates eleitorais daquele ano, o ex-deputado ganhou visibilidade nacional pelo uso frequente do bordão “Glória a Deus” e por um questionamento direcionado ao então candidato Ciro Gomes sobre a suposta “Ursal”, sigla para União das Repúblicas Socialistas da América Latina. Na ocasião, Ciro disputava a eleição pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista).
Trajetória partidária
A carreira política de Daciolo começou no PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), legenda pela qual se elegeu deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2014. Depois disso, ele passou por uma sequência de partidos ao longo dos anos.
Entre as siglas pelas quais esteve filiado estão o PTdoB (atual Avante), o Podemos, o PL (Partido Liberal), o PMB (atual Democrata) e, mais recentemente, o próprio PDT, partido ao qual se filiou em 2022 para apoiar a candidatura de Ciro Gomes.
Agora no Mobiliza, Daciolo volta a se colocar como possível candidato ao Palácio do Planalto. Ao mesmo tempo, mantém em aberto a chance de disputar cargos no Executivo estadual ou no Legislativo federal.
Leia também:
Pábio Mossoró deixa Secretaria do Entorno do DF e foca na Alego
Planos eleitorais em aberto
Ao anunciar a filiação, Daciolo afirmou que pretende participar ativamente do cenário eleitoral e que avalia qual cargo deve disputar. “Estou pronto para servir ao Brasil onde for necessário”, declarou.
Ele também indicou que a definição sobre a candidatura dependerá das conversas internas dentro do partido e da estratégia eleitoral que será construída nos próximos meses. “A decisão será tomada em conjunto, ouvindo o partido e a vontade de Deus”, disse.