Adolescente queimado em condomínio de Goiânia passa por cirurgia e segue sob cuidados médicos
Vítima está medicada; Conselho Tutelar acompanha o caso, enquanto polícia ainda não recebeu registro formal da ocorrência
O adolescente de 15 anos vítima de um ataque violento dentro de um condomínio em Goiânia passou por uma cirurgia de raspagem das áreas atingidas pelas queimaduras. De acordo com a mãe, em entrevista à reportagem do O HOJE, o jovem está medicado e segue sob cuidados médicos, com o quadro considerado estável dentro das circunstâncias.
Ainda segundo ela, o atendimento do Conselho Tutelar já foi acionado e um conselheiro esteve no hospital para acompanhar a situação. Após a visita, o profissional informou que também iria até o condomínio onde ocorreu o ataque para averiguar os fatos e buscar mais informações sobre os envolvidos. Apesar disso, a família afirma que, até o momento, não recebeu retorno oficial das autoridades policiais sobre o andamento do caso.
Outro ponto que chama atenção é que, até agora, não houve registro formal de boletim de ocorrência por parte da mãe na polícia. A ausência desse procedimento pode impactar diretamente no andamento das investigações, embora o caso já esteja sendo acompanhado por órgãos de proteção.
Sobre os suspeitos, a informação preliminar é de que eles seriam adolescentes e moradores do próprio condomínio. A identificação e responsabilização ainda dependem da apuração das autoridades, que devem analisar imagens de segurança e ouvir testemunhas.
O caso segue cercado de dúvidas e exige respostas rápidas, especialmente diante da gravidade da violência e da vulnerabilidade da vítima.
NOTA À IMPRENSA
O Conselho Tutelar de Campinas vem a público esclarecer acerca de uma lamentável ocorrência registrada nesta semana em sua área de atuação, envolvendo uma adolescente que sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau, bem como a participação de outras crianças no fato.
Informamos que a adolescente encontra-se sob os cuidados de seus responsáveis legais e está recebendo atendimento médico adequado.
Em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), especialmente o art. 17, que assegura o direito à preservação da imagem, identidade e dignidade, e o art. 18, que dispõe sobre o dever de todos de velar pela integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, ressaltamos que não é permitido nem recomendado divulgar quaisquer informações que possibilitem a identificação das crianças ou da adolescente envolvida.
Destacamos ainda o disposto no art. 4º do ECA, que estabelece ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes. Nesse sentido, a responsabilidade pelos atos de crianças e adolescentes é atribuída aos seus responsáveis legais, não sendo afastada pelo fato de residirem em condomínio, permanecendo o dever de vigilância, cuidado e proteção.
O Conselho Tutelar de Campinas, por meio de seu colegiado, manifesta solidariedade à adolescente e a todas as famílias envolvidas neste triste episódio.
Informamos que os envolvidos já estão sendo acompanhados por este Conselho Tutelar, com a adoção das medidas de proteção cabíveis, conforme previsto no art. 101 do ECA, e a realização dos devidos encaminhamentos.
Quanto à apuração dos fatos, o caso será devidamente encaminhado aos órgãos competentes, em especial à autoridade policial, para as providências legais cabíveis.
Colegiado dos Conselheiros Tutelares de Goiânia.