PSD corre para fechar nominatas competitivas até o fim da janela partidária
Prazo para filiações partidárias se encerra neste sábado (4), data-limite para que os partidos definam o desenho final das chapas
Bruno Goulart
Na contramão do desempenho nacional, onde o PSD se consolidou como um dos maiores partidos do País, em Goiás a sigla teve resultados mais modestos nos últimos anos. Agora, o cenário é outro. Com o governador Ronaldo Caiado à frente do partido no Estado e lançado como pré-candidato à Presidência da República, cresce a pressão para que o PSD monte chapas fortes e competitivas.
Ter um presidenciável nos quadros exige uma base política sólida, com boa representação tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Por isso, o partido corre contra o tempo para fechar suas nominatas até este sábado (4), quando termina a janela partidária.
Nominata
O PSD quer eleger de três a quatro deputados federais. Ao mesmo tempo, trabalha para montar uma chapa consistente para deputado estadual, com pelo menos oito candidatos competitivos.
Para a disputa na Assembleia, o partido aposta em nomes com forte presença regional. Um dos principais é o ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, que deixa o União Brasil para reforçar a sigla. O pré-candidato vem do Sudoeste goiano, região forte no agronegócio. Além do ex-chefe do Executivo da cidade, o PSD conta com deputados que tentam a reeleição. É o caso do deputado estadual Wilde Cambão, de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, região que concentra o segundo maior colégio eleitoral do Estado. Outro nome é o também deputado Cairo Salim, que tem trânsito tanto no setor produtivo quanto no meio evangélico.
Já na corrida por vagas na Câmara dos Deputados, o partido reúne nomes considerados importantes. Entre eles está o deputado estadual Lucas do Vale, filho de Paulo do Vale, que deve disputar o cargo de deputado federal. Também aparecem o ex-presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, e a ex-secretária estadual de Educação, Fátima Gavioli.
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A lista inclui ainda o ex-deputado federal e um dos fundadores do PSD em Goiás, Vilmar Rocha, e o deputado federal Ismael Alexandrino, que busca a reeleição. Este, inclusive, com relação estreita com o pré-candidato ao Senado pelo PL, deputado federal Gustavo Gayer. Outro nome importante é o deputado federal Daniel Agrobom. O parlamentar foi eleito pelo PL, mas deve migrar para o PSD para tentar um novo mandato. Agrobom chegou a ser cogitado em outras siglas, como o Republicanos, mas acabou fora da chapa. Agora, a tendência é que fortaleça o grupo do PSD, que tenta montar uma nominata competitiva.
O partido também pode contar com o ex-secretário-geral do governo Caiado, Adriano da Rocha Lima, e com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e do Sebrae, José Mário Schreiner. No entanto, tanto Schreiner quanto Adriano da Rocha Lima são mais lembrados como possíveis candidatos a vice na chapa de Daniel Vilela (MDB) ao Palácio das Esmeraldas, o que pode alterar os planos.
Senado
Enquanto organiza as chapas proporcionais, o PSD também observa a disputa pelo Senado. O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, demonstra interesse em concorrer, mas a definição ainda não está fechada. O político aparecidense já afirmou que pretende disputar apenas uma vaga majoritária. Ao mesmo tempo, o senador Vanderlan Cardoso deve tentar a reeleição.
Com o prazo bem perto do fim, o PSD acelera as articulações. Até este sábado (4), os partidos precisam fechar as filiações e definir o desenho final das chapas. (Especial para O HOJE)