segunda-feira, 6 de abril de 2026
Saúde

Alerta da Fiocruz aponta avanço de Síndrome Respiratória Aguda Grave em Goiás

Boletim indica crescimento sustentado de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no País e reforça impacto de vírus respiratórios; vacinação contra influenza já mobiliza rede de saúde em Goiânia

Letícia Leitepor Letícia Leite em 6 de abril de 2026
10 abre SRAG Foto Divulgacao Secom
Estado integra lista de unidades com nível de atividade elevado e amplia pontos de imunização para conter avanço das internações. Foto: Divulgação/Secom

O mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, acende um alerta para o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o País. A análise aponta crescimento consistente dos casos tanto no curto quanto no longo prazo, cenário que também atinge Goiás e reforça a necessidade de medidas preventivas, com destaque para a vacinação contra a influenza.

De acordo com o levantamento, todas as unidades da Federação apresentam tendência de alta nas últimas seis semanas. Goiás aparece entre os Estados com nível de atividade classificado como alerta ou risco nas duas semanas mais recentes, o que acompanha um movimento nacional impulsionado principalmente pela circulação de vírus como influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

O cenário epidemiológico indica que o aumento das hospitalizações está associado a esses agentes, com destaque para a influenza A entre adultos e idosos e para o rinovírus entre crianças e adolescentes. Em Goiás, o crescimento dos casos acompanha esse padrão. Dados recentes apontam aumento nas infecções por rinovírus e registro de mortes relacionadas à influenza, o que reforça a preocupação das autoridades de saúde.

Em 2026, o Brasil já contabiliza mais de 24 mil casos de SRAG, com parte significativa confirmada para vírus respiratórios. Entre os óbitos, a influenza A lidera, seguida pela Covid-19 e pelo rinovírus. Especialistas destacam que crianças pequenas e idosos concentram os maiores índices de incidência e mortalidade, respectivamente.

Outro ponto de atenção é a pressão sobre leitos hospitalares, especialmente em períodos de maior circulação viral, o que exige planejamento antecipado das redes pública e privada para evitar colapsos no atendimento.

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, ressalta a importância da imunização como principal estratégia para conter o avanço da doença. A recomendação inclui a vacinação imediata dos grupos prioritários, além da adoção de medidas como uso de máscaras em locais fechados e isolamento em caso de sintomas gripais.

Avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave ocorre em paralelo com a campanha de vacinação

Em Goiás, o avanço da SRAG ocorre em paralelo ao início da campanha de vacinação contra a influenza, que começou no fim de março. A estratégia prioriza mais de 2,7 milhões de pessoas, entre idosos, crianças, gestantes e outros grupos considerados mais vulneráveis às complicações da doença.

Na Capital, a Prefeitura de Goiânia ampliou a oferta de imunização e disponibiliza mais de 60 pontos de vacinação. As doses estão acessíveis em unidades de saúde distribuídas por toda a cidade, além de centros com funcionamento ampliado, inclusive aos fins de semana.

Entre os locais disponíveis estão unidades como o Centro Municipal de Vacinação, que funciona todos os dias, além de diversos Centros de Saúde e Unidades de Saúde da Família espalhados por regiões como Jardim América, Parque Amazônia, Vila Nova, Novo Horizonte e Bairro Goiá. Também há atendimento em unidades com horários estendidos, como o CIAMS Urias Magalhães, que atende inclusive aos sábados e domingos.

Para receber a dose, é necessário apresentar documento pessoal e, se possível, o cartão de vacinação. A meta da campanha é alcançar ao menos 90% de cobertura entre os grupos prioritários até o fim de maio.

O avanço da SRAG no Estado, aliado à circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios, reforça o papel da vacinação e da vigilância epidemiológica. Autoridades de saúde alertam que a adesão da população às campanhas será determinante para reduzir internações e evitar o agravamento dos casos nas próximas semanas.

Além disso, especialistas reforçam que a busca precoce por atendimento diante de sintomas mais intensos pode reduzir complicações e melhorar o prognóstico dos pacientes, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

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