sexta-feira, 30 de outubro de 2026
TENSÃO

Sem acordo, Trump afirma que EUA podem “tomar” Irã nesta terça-feira (7)

Presidente ressalta prazo limite para Irã aceitar um acordo enquanto Teerã e EUA rejeitam proposta de cessar-fogo

Lalice Fernandespor em
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Donald Trump defendeu que Washington cobre pedágio dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz (Foto: Divulgação/ Casa Branca)

Os Estados Unidos elevaram nesta segunda-feira (6) a pressão sobre o Irã ao combinar novas ameaças militares, a manutenção do ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz e sinais contraditórios sobre conversas para um possível acordo. Em pronunciamento e em conversa com jornalistas na Casa Branca, o presidente Donald Trump disse que Teerã tem até essa terça-feira (7) para reabrir a passagem marítima e afirmou que o país pode ser “derrubado” rapidamente caso não aceite um entendimento considerado satisfatório por Washington.

No início do pronunciamento, Trump declarou que “o Irã pode ser tomado em uma noite, e talvez seja na terça-feira à noite”. Em seguida, voltou a ameaçar atacar a infraestrutura iraniana se o estreito continuar fechado ou se não houver um acordo “aceitável”. Segundo o presidente, nesse cenário “todas as pontes no Irã vão ser dizimadas à meia-noite de terça-feira” e “todas as usinas de energias estarão demolidas”.

Trump ainda afirmou que decidiu prorrogar o limite inicial porque a data anterior, na segunda-feira, era “inapropriada, um dia depois da Páscoa”. “Quero ser uma pessoa gentil”, disse. Questionado sobre se a guerra está entrando em fase de desfecho ou de escalada, Trump evitou antecipar um cenário. “Não posso dizer — depende do que eles fizerem. Este é um período crítico”, afirmou.

 

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EUA e Irã rejeitam proposta de cessar-fogo

A fala ocorreu no mesmo dia em que Teerã e Washington rejeitaram o plano de cessar-fogo elaborado pelo Paquistão. Trump reconheceu que houve uma proposta iraniana e a classificou como relevante, mas insuficiente. “Eles [o Irã] fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo significativo. Mas não é suficiente”, disse.

Segundo a agência estatal iraniana Irna, Teerã recusou a proposta porque prefere discutir o encerramento definitivo da guerra, e não uma pausa temporária que, na avaliação iraniana, daria tempo para os adversários se reorganizarem para novos ataques. “Estamos pedindo o fim da guerra e que se impeça sua repetição”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, de acordo com a agência.

A Irna informou ainda que o governo iraniano protocolou uma resposta oficial ao Paquistão e apresentou uma contraproposta, cujo conteúdo não havia sido divulgado até a última atualização. Pela proposta mencionada nas negociações, o cessar-fogo entraria em vigor de imediato e poderia abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz. Depois disso, as partes teriam entre 15 e 20 dias para buscar um acordo mais amplo. No domingo, o site norte-americano Axios informou que EUA e Irã discutiam um cessar-fogo de 45 dias que poderia levar ao fim permanente do conflito.

Trump afirma que os EUA podem cobrar pedágio em Ormuz

Questionado sobre se a guerra está perto do fim ou em nova escalada, Trump evitou antecipar o rumo da crise. “Não posso dizer — depende do que eles fizerem. Este é um período crítico”, respondeu. Em outra declaração, afirmou que o Irã é um “participante ativo e disposto” nas conversas.

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Estreito de Ormuz (Foto: Reprodução/ Google Maps)

Ao falar sobre o Estreito de Ormuz, o presidente norte-americano ainda defendeu que os Estados Unidos deveriam cobrar taxas dos navios que atravessam a passagem marítima. “E se nós cobrarmos pedágios?”, disse. “Eu prefiro fazer isso do que deixá-los [governo iraniano] ficar com eles”, afirmou.

Segundo o presidente norte-americano, os Estados Unidos deveriam cobrar taxas porque são os “vencedores” do conflito contra o Irã. “Por que não deveríamos? Nós somos os vencedores”, afirmou ele. “Nós vencemos, ok? Eles foram derrotados militarmente”, completou.

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