terça-feira, 7 de abril de 2026
Investigação

Galípolo confirma depoimento à CPI do Crime Organizado que ocorrerá nesta quarta (8)

Requerimento aprovado pede que presidente do Banco Central explique encontro com Lula e Vorcaro

Marina Moreirapor Marina Moreira em 7 de abril de 2026
Galípolo
Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo - Créditos: Lula Marques/ABr

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, confirmou que irá depor na quarta-feira (8) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado. A reunião está marcada para começar às 10h. A informação foi fornecida pelo presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), durante reunião na última terça-feira (7) e confirmada pela assessoria de imprensa do Banco Central. Galípolo foi convidado a participar da CPI e, por isso, sua presença não é obrigatória.

O requerimento aprovado para convidar o presidente da autoridade monetária, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), justifica o depoimento ao mencionar o encontro de Galípolo com o presidente Lula (PT) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024.

“A presença de dirigente do Banco Central do Brasil em encontro dessa natureza, envolvendo agente econômico investigado, suscita questionamentos legítimos quanto à finalidade institucional da reunião, ao seu conteúdo e aos limites da atuação de autoridades monetárias em situações sensíveis do ponto de vista regulatório e investigativo”, diz o documento.

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“Considerando que o Banco Central exerce função essencial na supervisão, fiscalização e estabilidade do sistema financeiro nacional, é imprescindível que esta Comissão tenha pleno esclarecimento acerca das razões que motivaram a participação do Sr. Gabriel Galípolo no referido encontro”, completa.

O encontro foi antes do escândalo de fraude financeira ser conhecido do público.

Caso não seja prorrogada, a comissão está em suas últimas semanas de funcionamento. O prazo dos trabalhos é até 14 de abril. Na segunda (6), o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) um pedido para estender o período por 60 dias.

O colegiado foi instaurado em novembro de 2025 na esteira da Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos. No entanto, de acordo com a Folha, o grupo se tornou uma das frentes encontradas pelos senadores para apurar o caso Master diante da resistência de Alcolumbre em abrir uma CPI sobre o tema.

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