Goiás registra quase 60 mil novos CNPJs no primeiro trimestre de 2026
Crescimento é impulsionado por abertura de empresas e avanço no número de microempreendedores individuais
Goiás encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um volume expressivo de novos registros empresariais. Ao todo, quase 60 mil novos Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) foram abertos no período, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás. O destaque ficou para o mês de março, que apresentou o melhor desempenho da série histórica, com forte crescimento tanto entre empresas de maior porte quanto entre microempreendedores individuais (MEIs).
Somente em março, foram registradas 4.768 novas empresas de pequeno, médio e grande porte, além de 14.490 MEIs formalizados. Em comparação com o mesmo mês de 2025, quando houve 3.732 empresas e 9.785 MEIs, os números indicam avanço significativo na atividade econômica do Estado. O desempenho reforça uma tendência de crescimento observada nos últimos anos, especialmente após 2019.
No acumulado do trimestre, as empresas que não se enquadram como MEI somaram 13.353 formalizações, superando as 12.689 registradas no mesmo período do ano passado, o que representa um crescimento de 5,22%. Em 2024, o volume total havia ficado abaixo de 10 mil, o que evidencia a expansão contínua do setor empresarial goiano.
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Mais CNPJs e impacto na economia
Além do aumento no número de empresas, o levantamento também aponta impacto relevante na economia. Cerca de 593 empresas abertas neste início de ano possuem capital social superior a R$ 500 mil, movimentando mais de R$ 2 bilhões. Considerando todas as empresas registradas no período, excluindo os MEIs, o montante de investimentos ultrapassa R$ 2,8 bilhões.
Entre os municípios com maior número de registros estão Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Valparaíso de Goiás e Senador Canedo. A Capital concentra aproximadamente 31% das cerca de 1,3 milhão de empresas em atividade no Estado.
Outro ponto destacado é a presença de investidores estrangeiros nas novas empresas, com participação de sócios de países como China, Portugal, Estados Unidos, França e Itália, indicando a diversificação e o interesse internacional no mercado goiano.