quarta-feira, 8 de abril de 2026
Cláusula de acordo milionário

Por que a maior polêmica da vida de Michael Jackson não aparece em sua própria cinebiografia

Produção dirigida por Antoine Fuqua chegou aos cinemas em 24 de abril sem mencionar a polêmica com Jordan Chandler; regravação do final custou mais de US$ 10 milhões e atrasou o lançamento em quase um ano

Luana Avelarpor Luana Avelar em 7 de abril de 2026
Michael Jackson
Foto: divulgação

A cinebiografia de Michael Jackson chegou aos cinemas sem abordar um dos capítulos mais polêmicos da vida do Rei do Pop. A produção dirigida por Antoine Fuqua, que estreia em 24 de abril, não faz nenhuma menção aos supostos abusos sexuais contra menores de idade que marcaram a imagem pública do cantor. A ausência não foi uma escolha criativa, mas uma imposição legal descoberta tarde demais.

Cinebiografia de Michael Jackson: o que estava planejado 

Segundo a revista Variety, a primeira versão do roteiro pretendia trazer a perspectiva de Michael sobre as acusações e o impacto que elas tiveram em sua imagem e em seu estado psicológico. Uma cena emblemática no final da trama mostraria o cantor se encarando diante do espelho enquanto lidava com a rejeição e os ataques da mídia. A edição final descartou completamente qualquer referência ao tema.

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A cláusula que ninguém viu

A razão está em um acordo de US$ 20 milhões assinado na década de 1990 com Jordan Chandler, que afirmou ter sido abusado pelo cantor aos 13 anos. O documento contém uma cláusula que proíbe a equipe de Michael de incluir os Chandlers em qualquer produção sobre a história dele. O detalhe passou despercebido durante a aprovação do roteiro e só foi identificado por um dos advogados do espólio de Michael, que também é produtor da cinebiografia.

A descoberta tardia saiu caro. A produtora Lionsgate precisou regravar o final do filme, o que custou mais de US$ 10 milhões e atrasou o lançamento em quase um ano.

O contexto das acusações

Na versão que seria mostrada no filme, o documentário também traria à tona a suspeita de que as denúncias de Chandler teriam sido, na verdade, uma manipulação da família para extorquir o cantor. A tese sempre circulou entre os defensores de Michael Jackson, mas acabou ficando de fora da versão final exibida ao público.

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