terça-feira, 7 de abril de 2026
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Saída de Bruno Peixoto muda cenário no PRD e Mendanha vira principal liderança

Ex-prefeito de Aparecida assume protagonismo no PRD-Solidariedade, tenta manter grupo unido e busca vaga de vice na chapa governista

Bruno Goulartpor Bruno Goulart em 7 de abril de 2026
Mendanha
Mendanha chegou ao PRD nas últimas horas da janela partidária, após deixar o PSD de Caiado. Foto: Prefeitura de Aparecida de Goiânia

Bruno Goulart

A saída do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB), da federação formada por PRD e Solidariedade provocou uma mudança importante no cenário político do grupo. Com isso, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), passou a ser a principal liderança da federação.

Mendanha chegou ao PRD nas últimas horas da janela partidária, neste sábado (4), após deixar o PSD do ex-governador Ronaldo Caiado. Desde então, o ex-prefeito de Aparecida tem deixado claro qual é seu objetivo: disputar espaço na chapa majoritária do grupo governista. Ao O HOJE, afirmou que está “empenhado em ser candidato a vice” do governador e pré-candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB). Outra possibilidade é uma candidatura ao Senado.

Com a saída de Bruno Peixoto, Mendanha deve assumir a presidência da federação entre PRD e Solidariedade. Mesmo assim, os partidos continuam com seus dirigentes. Wellington Peixoto, irmão de Bruno, segue como presidente estadual do PRD, enquanto Denes Pereira permanece como presidente goiano do Solidariedade.

Segundo Wellington, a chegada de Mendanha ajudou a “dar novo fôlego ao grupo”. O ex-vereador afirmou ao O HOJE que o ex-prefeito terá mais espaço no PRD do que tinha no PSD. Ainda assim, destacou que a escolha do candidato a vice depende diretamente de Caiado e Daniel Vilela.

Federação tenta se reorganizar

A mudança acontece em um momento delicado. O cientista político Lehninger Mota avalia que o PRD vinha sendo estruturado com base na liderança de Bruno Peixoto e, com a saída do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o partido perdeu força rapidamente.

“Muita gente começou a procurar outros partidos de uma hora para outra”, explica. Segundo Mota, Mendanha chegou mais para evitar que o grupo se desmanchasse do que para reorganizar o partido. “Já não havia tempo para montar chapas ou fazer grandes mudanças”, completa.

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Por outro lado, o mestre em comunicação Felipe Fulquim vê pontos positivos na chegada de Mendanha. Fulquim destaca que o ex-prefeito tem força política e é conhecido em todo o Estado, principalmente por causa da eleição de 2022.

“Ele tem uma base importante em Aparecida, que é o segundo maior colégio eleitoral de Goiás, e ainda tem uma imagem recente na cabeça do eleitor”, afirma. Para Fulquim, isso pode ajudar Mendanha a se firmar como liderança e fortalecer sua tentativa de ser vice. Ainda assim, o mestre em Comunicação pondera que a decisão deve ficar para o último momento.

Nominata

Mesmo com as dificuldades, a federação trabalha para montar chapas competitivas. Para deputado estadual, a meta é eleger entre seis e sete nomes. Entre os principais estão sete deputados estaduais: Júlio Pina, Cristiano Galindo, Alessandro Moreira, Coronel Adailton, Wagner Neto, Cristóvão Tormin e Anderson Teodoro. Também aparecem como apostas o influenciador Paulinho Vai Nele e João Alberto Vieira Rodrigues, filho do ex-governador Alcides Rodrigues.

Para deputado federal, o objetivo é eleger dois representantes. A nominata inclui o deputado estadual Lucas Calil; o ex-deputado federal Pedro Canedo; os ex-vereadores Bill Guerra Mochilink e Doutora Cristina; e o presidente estadual do Solidariedade, Denes Pereira.

Já no cenário majoritário, além da disputa pela vaga de vice, o próprio ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, também é citado como possível candidato ao Senado.

Disputa segue aberta

Além de Mendanha, outros nomes aparecem como opções para vice, como o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, José Mário Schreiner  e o ex-senador Luiz do Carmo. O ex-secretário-geral de governo Adriano Rocha Lima também é citado. (Especial para O HOJE)

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