Líderes reagem a trégua no Oriente Médio: “Sinal de esperança”
Cessar-fogo firmado entre Estados Unidos, Israel e Irã repercutiu na comunidade internacional
A trégua de duas semanas firmada entre Estados Unidos, Israel e Irã provocou reação imediata da comunidade internacional nesta quarta-feira (8), com manifestações de apoio ao cessar-fogo e aumento da pressão por sua ampliação para o Líbano, que segue fora do acordo.
O acordo, anunciado na noite de terça-feira (7), abre espaço para uma nova rodada de negociações diplomáticas e foi interpretado como um primeiro passo para conter a escalada militar na região. Em diferentes capitais, líderes destacaram a importância da medida, mas alertaram para a necessidade de avanços concretos.
O papa Leão XIV afirmou que recebeu a notícia com grande satisfação e classificou a trégua como um “sinal real de esperança”. Já o presidente francês Emmanuel Macron considerou o acordo positivo, mas defendeu que ele inclua o Líbano, que enfrenta uma situação crítica.
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Na Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o cessar-fogo representa uma desescalada necessária, enquanto a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, avaliou que o entendimento afasta Washington e Teerã “da beira do abismo”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu respeito ao direito internacional, e países como China e Rússia também saudaram a trégua. Pequim reiterou a defesa de soluções diplomáticas, enquanto Moscou afirmou esperar que o momento favoreça novas negociações em outras frentes, como a guerra na Ucrânia.
No Oriente Médio, Arábia Saudita e Catar apoiaram o acordo, mas reforçaram a necessidade de reabertura do Estreito de Ormuz. O governo japonês também destacou a importância de garantir a segurança da navegação na região.
Apesar do tom positivo, líderes como o premiê espanhol Pedro Sánchez classificaram como “inaceitável” a continuidade dos confrontos no Líbano.