Saiba como a dieta pode ajudar no tratamento da diarreia
Se a diarreia durar mais de dois dias, vier acompanhada de febre, sangue nas fezes ou sinais de desidratação, a orientação é buscar avaliação médica para investigar a causa e evitar agravamentos
Em quadros de diarreia, a alimentação adequada pode ser tão importante quanto a hidratação para acelerar a recuperação e evitar complicações. Como a condição aumenta o número de evacuações e reduz a consistência das fezes, o organismo perde água e sais minerais com mais facilidade, o que eleva o risco de desidratação, principalmente quando os sintomas são intensos ou persistentes.
Durante esse período, a recomendação é priorizar alimentos leves, de fácil digestão e com baixo teor de gordura. Preparações como sopas de legumes, arroz branco, torradas, pão francês, macarrão simples e frutas como banana, maçã sem casca, pera e goiaba costumam ser bem toleradas e ajudam a reduzir a irritação intestinal. Chás suaves, água de coco, água filtrada e bebidas isotônicas também são aliados importantes por contribuírem para a reposição de líquidos e eletrólitos perdidos.
Carnes magras cozidas, assadas ou grelhadas também podem fazer parte da dieta, desde que preparadas sem gordura aparente. Gelatina, sagu e purês de frutas entram como opções que oferecem energia sem sobrecarregar o intestino, favorecendo uma recuperação gradual do sistema digestivo.
Por outro lado, alimentos que estimulam o funcionamento intestinal ou dificultam a digestão devem ser evitados temporariamente. É o caso de leite e derivados, frituras, bebidas alcoólicas, café, refrigerantes, verduras cruas, leguminosas, doces, chocolates e frutas com efeito laxativo, como mamão, ameixa, laranja e abacaxi. Esses itens podem intensificar os movimentos intestinais e prolongar os sintomas.
Especialistas também reforçam que a hidratação deve ser prioridade absoluta. Além da água, o uso de soro de reidratação oral pode ser necessário para repor minerais essenciais, sobretudo quando há sinais como boca seca, tontura, fraqueza ou diminuição do volume urinário. Se a diarreia durar mais de dois dias, vier acompanhada de febre, sangue nas fezes ou sinais de desidratação, a orientação é buscar avaliação médica para investigar a causa e evitar agravamentos.
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Tipos de diarreia
A diarreia pode se manifestar de diferentes formas, variando conforme a causa e a duração dos sintomas. A forma mais comum costuma apresentar fezes líquidas ou amolecidas e, em geral, não se prolonga por mais de duas semanas. Esse tipo é mais frequente em crianças e pode estar relacionado a fatores como estresse, uso de medicamentos ou hábitos alimentares inadequados. O consumo excessivo de gordura ou cafeína, mudanças na água ingerida e até situações de ansiedade diante de eventos importantes podem desencadear o quadro.
Já a diarreia de origem infecciosa também é bastante recorrente na infância e, além das evacuações frequentes, costuma vir acompanhada de febre, cansaço e perda de apetite. Nesse caso, a causa está ligada à ação de vírus ou bactérias e, quando não tratada de forma adequada, os sintomas podem persistir por cerca de uma semana.
Há ainda situações em que o problema se torna persistente, ultrapassando duas semanas, mesmo que os episódios não ocorram de forma contínua ao longo desse período. Nesses casos, é fundamental investigar a origem do distúrbio. Entre os fatores mais comuns estão intolerâncias alimentares, como ao leite ou ao glúten, além de condições como a síndrome do intestino irritável.
Infecções como amebíase e giardíase podem causar alterações intestinais após o consumo de água ou alimentos contaminados, variando de sintomas leves, como dor abdominal e gases, até quadros mais intensos com diarreia persistente, febre e cansaço. Além disso, a intolerância à lactose também é uma causa comum, ocorrendo quando o organismo não digere corretamente o açúcar do leite, provocando diarreia, desconforto abdominal e gases.