segunda-feira, 13 de abril de 2026
dérbi de briga

Corinthians x Palmeiras: empate quente acaba em caso de polícia e ação do MP

Empate entre Corinthians e Palmeiras é ofuscado por confusão generalizada, acusações de agressão e investigação que agora está nas mãos do Ministério Público.

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 13 de abril de 2026
Corinthians
Divulgação/Palmeiras

O empate em 0 a 0 entre Corinthians e Palmeiras, na noite de domingo (12), pela 11ª rodada do Brasileirão, ficou longe de ser o principal assunto da noite. Na Neo Química Arena, o clássico foi marcado por uma confusão generalizada após o apito final, envolvendo jogadores, membros das comissões técnicas e funcionários dos dois clubes.

O clima esquentou fora das quatro linhas e rapidamente ganhou desdobramentos legais. As duas equipes registraram ocorrência no Juizado Especial Criminal (Jecrim), cada uma apresentando sua versão sobre o episódio.

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Acusações cruzadas e versões divergentes

O Palmeiras sustenta que o atacante Luighi foi agredido por um funcionário do Corinthians. Em contrapartida, o clube alvinegro afirma que o zagueiro Gabriel Paulista e o meia Breno Bidon também sofreram agressões por parte de seguranças ligados ao time adversário.

De acordo com o árbitro Flávio Rodrigues de Souza, o tumulto começou quando Luighi tentou acessar a sala de exame antidoping e teria sido impedido por um segurança corintiano, sendo empurrado. O episódio teria sido o estopim para a confusão entre os envolvidos.

O jogador do Palmeiras formalizou denúncia e apontou o preparador de goleiros Luiz Fernando dos Santos como responsável pela agressão. Além dele, seguranças do clube também foram ouvidos e passaram por exames no Jecrim.

 Impasse mantém caso sob análise do Ministério Público

As tentativas de acordo não avançaram. O Corinthians sugeriu encerrar o caso sem formalização, mas o Palmeiras rejeitou a proposta. Já o Ministério Público propôs uma solução alternativa: o pagamento de multa equivalente a cinco salários mínimos a uma instituição de caridade — ideia recusada por todas as partes.

Diante da falta de consenso, o caso segue agora para análise do Ministério Público, que deve reunir mais provas, ouvir testemunhas e decidir se o processo será arquivado ou encaminhado para julgamento.

Apesar das acusações, Gabriel Paulista e Breno Bidon optaram por não registrar queixa formal.

Dentro de campo, o clássico já indicava tensão elevada. O Corinthians terminou a partida com dois jogadores expulsos: André, ainda no primeiro tempo, após revisão do VAR por gesto obsceno, e Matheuzinho, na etapa final, após falta em Flaco López.

No fim, o empate sem gols virou detalhe. O que ficou foi mais um capítulo conturbado da rivalidade entre Corinthians e Palmeiras, agora também nos tribunais.

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