quarta-feira, 15 de abril de 2026
prejuízo para os criminosos

Operação Destroyer causa prejuízo milionário ao crime organizado em Goiás

A operação já resultou em 129 prisões e bloqueio de mais de R$ 235 milhões em bens de organizações criminosas

Micael Mourapor Micael Moura em 15 de abril de 2026
Operação
Foto: Divulgação

O balanço da Operação Destroyer, realizada pelo Governo de Goiás por meio da Polícia Civil, aponta um prejuízo milionário às organizações criminosas que atuam no estado. Apenas nos últimos 50 dias, foram cumpridos 129 mandados de prisão.

Desde o início da ofensiva, já foram bloqueados mais de R$ 235 milhões em bens, além da apreensão de veículos, imóveis e até aeronaves. Somente na terça-feira (14/4), durante a fase mais recente da operação, 51 pessoas foram presas.

O governador Daniel Vilela afirmou que o combate às facções criminosas seguirá como prioridade. “Vamos avançar até extirpar quaisquer organizações criminosas existentes em nosso estado”, declarou.

Nesta etapa, as ações se concentraram em municípios como Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás, além de operações realizadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. A expectativa é de que o trabalho seja ampliado para todas as regionais da Polícia Civil, passando a ter caráter permanente.

O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, reforçou que o enfrentamento ao crime será contínuo. “Nosso trabalho não cessará até que tenhamos eliminado todas as facções, pequenas ou grandes, em território goiano”, afirmou.

Leia mais: Operação da PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em investigação bilionária

A Operação Destroyer teve início em 2023. Na primeira etapa, foram deflagradas 123 operações e concluídas 228 investigações, que já foram encaminhadas ao Poder Judiciário. A segunda etapa começou em 2026, com foco em inteligência estratégica, e atualmente está na quarta fase.

De acordo com o delegado Jorge Mesquita, do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde, a operação surgiu a partir de investigações sobre o aumento de homicídios no município.

“Os chefes da facção identificavam traficantes que não pertenciam ao grupo, invadiam suas casas e os obrigavam, por meio de violência, a comprar ou vender drogas fornecidas pela organização, forçando a adesão à facção”, explicou.

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