PUNIÇÃO

EUA cogitam suspender Espanha da Otan por falta de apoio no Irã

O governo norte-americano avalia medidas para punir aliados que não apoiaram os EUA no Oriente Médio

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 24 de abril de 2026
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Foto: Chris Boland/ Unsplash

O governo dos Estados Unidos (EUA) avalia medidas para punir aliados da Otan que se recusaram a apoiar a guerra contra o Irã, incluindo a possível suspensão da Espanha da aliança e a revisão da posição norte-americana sobre a soberania das Ilhas Malvinas. As informações foram reveladas nesta sexta-feira (24) pela agência Reuters, com base em um e-mail interno do Pentágono, segundo o G1.

Segundo a agência, as opções estão sendo discutidas em altos escalões do Departamento de Defesa e refletem a insatisfação de Washington com países que negaram apoio logístico e militar às operações no Oriente Médio. Os EUA solicitaram cooperação de aliados, mas enfrentaram resistência, já que diversas nações evitaram se envolver diretamente no conflito com Teerã.

Entre as medidas consideradas, está a suspensão da Espanha da Otan. A iniciativa teria como motivação a decisão do primeiro-ministro Pedro Sánchez de se posicionar contra a guerra e impedir o uso do espaço aéreo espanhol por aeronaves militares norte-americanas. Na época Trump respondeu a negativa do espanhol afirmando: “Podemos usar sua base se quisermos, podemos simplesmente voar até lá e usá-la, ninguém vai nos dizer para não usá-la”.

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Foto: Daniel Torok/ Casa Branca

 

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Outro ponto discutido é a revisão da postura dos EUA sobre as Ilhas Malvinas. Desde a guerra de 1982 entre Reino Unido e Argentina, Washington mantém posição cautelosa, reconhecendo a administração britânica, mas sem tomar partido definitivo sobre a soberania.

A possível mudança gerou reação imediata do governo britânico. Um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a posição do país é inalterada. “A soberania pertence ao Reino Unido e o direito das ilhas à autodeterminação é primordial”, disse. Ele acrescentou que essa postura tem sido comunicada de forma consistente a sucessivas administrações norte-americanas.

Ainda de acordo com a agência, o e-mail do Pentágono também sugere retirar países considerados “difíceis” de posições estratégicas dentro da Otan.

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