segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Aviação civil

Linha de crédito é criada para aliviar custos das companhias aéreas

Nova linha de crédito aprovada pelo CMN permite que companhias aéreas tenham fôlego financeiro diante da alta dos custos, especialmente com combustível

Renata Ferrazpor em
aéreas
Rovena Rosa/ABr

As companhias aéreas passaram a contar com um novo mecanismo para enfrentar o aumento recente dos custos operacionais, especialmente com combustíveis. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma linha de crédito voltada ao setor, com o objetivo de oferecer suporte financeiro às empresas que operam voos domésticos no País. 

A medida permite que essas companhias acessem recursos para capital de giro, ou seja, para manter as atividades do dia a dia, como pagamento de salários, fornecedores e outras despesas imediatas.

Os recursos dessa linha virão do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), destinado ao desenvolvimento do setor aéreo. Na prática, o dinheiro será disponibilizado por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras autorizadas, que serão responsáveis por conceder os empréstimos após análise de risco.

A nova linha estabelece condições específicas, com prazo de até cinco anos para pagamento e possibilidade de carência de até um ano para início da quitação do valor principal. O custo básico será de 4% ao ano, acrescido das taxas cobradas pelos bancos. De acordo com o Ministério da Fazenda, esse modelo busca garantir um alívio imediato no caixa das empresas, permitindo que enfrentem dificuldades de curto prazo antes de iniciar o pagamento das dívidas.

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Um ponto importante é que o governo não atuará como garantidor dessas operações. Caso haja inadimplência, o prejuízo ficará sob responsabilidade das instituições financeiras. Além disso, por se tratar de crédito estruturado, a medida não gera impacto direto nas contas públicas.

A criação dessa linha ocorre em um contexto de pressão sobre o setor aéreo, impulsionada principalmente pelo aumento no preço do combustível, um dos principais custos das companhias. Com margens apertadas, muitas empresas enfrentam dificuldades financeiras, o que pode comprometer a oferta de voos.

Com isso, a iniciativa busca evitar cancelamentos, manter a oferta de transporte aéreo e reduzir a necessidade de repasse imediato desses custos ao consumidor. Embora não represente uma queda direta no preço das passagens, a expectativa é que a medida ajude a conter aumentos no curto prazo, contribuindo para maior estabilidade no setor.

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