quinta-feira, 7 de maio de 2026
CÃES BRAQUICEFÁLICOS

União Europeia aprova regras que podem afetar criação de raças como pug e buldogue francês

Nova legislação quer proibir reprodução de animais com características físicas que causem sofrimento e problemas de saúde

Bia Salespor Bia Sales em 7 de maio de 2026
União Europeia aprova regras que podem afetar criação de raças como pug e buldogue francês
(Imagem: Reprodução)

O Parlamento Europeu aprovou novas regras para ampliar a proteção de cães e gatos nos países da União Europeia (UE). Entre as medidas que mais chamaram atenção está a proibição da criação de animais com características físicas consideradas prejudiciais à saúde, como focinhos excessivamente achatados e deformações corporais.

A decisão pode impactar diretamente raças populares como Pug, Buldogue Francês e outros cães braquicefálicos — conhecidos pelo focinho curto e por problemas respiratórios frequentes.

Segundo o Parlamento Europeu, a nova legislação busca combater práticas consideradas abusivas e priorizar o bem-estar animal acima de padrões estéticos usados na criação seletiva.

Além das restrições envolvendo características genéticas, as novas regras também proíbem cruzamentos entre parentes próximos, como pais e filhos, irmãos e meios-irmãos, prática associada ao aumento de doenças hereditárias.

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Regras abrangem microchips

Outro ponto importante da legislação é a obrigatoriedade de microchip e registro oficial para cães e gatos em todos os países da União Europeia. O objetivo é aumentar o controle sobre o comércio ilegal e melhorar a rastreabilidade dos animais.

As plataformas online também passarão a ter mais responsabilidade sobre a venda de pets. Sites e aplicativos deverão verificar registros e a identidade de vendedores antes de permitir anúncios de animais.

A legislação prevê ainda restrições ao uso de coleiras consideradas perigosas, proibição de mutilações para fins estéticos e novas regras para criadores comerciais.

Apesar da aprovação, as mudanças não entram em vigor imediatamente. Criadores, comerciantes e abrigos terão um período de transição de até quatro anos para se adaptar às novas exigências.

Especialistas em proteção animal consideram a medida um marco importante no combate ao sofrimento causado por práticas de reprodução voltadas apenas à aparência física dos animais.

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