segunda-feira, 21 de setembro de 2026
UM ANO EM ÓRBITA

China lança missão espacial com meta de chegar à Lua até 2030

O foguete Longa Marcha 2F decolou levando três astronautas rumo à estação espacial Tiangong; um deles ficará órbita durante um ano

Lalice Fernandespor em
china
Foto: CARLOS DE SOUZA/ Unsplash

A China lançou neste domingo (24) a missão espacial Shenzhou-23, considerada uma das etapas mais importantes do programa aeroespacial do país na corrida para enviar astronautas à Lua até 2030. O foguete Longa Marcha 2F decolou do Centro de Lançamento de Jiuquan, no deserto de Gobi, levando três astronautas rumo à estação espacial Tiangong.

A operação marca o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong. Li Jiaying, de 43 anos, ex-policial do território semiautônomo chinês, integra a tripulação ao lado do comandante Zhu Yangzhu, engenheiro aeroespacial de 39 anos, e de Zhang Zhiyuan, ex-piloto da força aérea chinesa, também de 39 anos.

A China manterá um dos astronautas em órbita por um ano

A principal novidade da missão será a permanência de um dos tripulantes por um período de um ano em órbita, experiência inédita para o programa espacial chinês. Segundo a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA), a definição do astronauta escolhido será feita de acordo com o andamento da missão.

O objetivo é estudar os efeitos da microgravidade prolongada no corpo humano, informação essencial para futuras viagens de longa duração, incluindo missões tripuladas à Lua e a Marte. Durante a estadia na Tiangong, os astronautas também realizarão experimentos em áreas como física de fluidos, medicina, ciências da vida e pesquisa de materiais.

 

Leia mais: Nasa captura imagens do “lado oculto da Lua”; veja fotos

 

Nos últimos anos, a China ampliou de forma acelerada seus investimentos no setor espacial e passou a disputar protagonismo com os Estados Unidos, responsáveis pelo programa Artemis.

O avanço do programa espacial chinês ganhou força após o país ser excluído da Estação Espacial Internacional em 2011, quando os EUA proibiram a Nasa de cooperar com a China. Desde então, Pequim passou a investir em projetos independentes e acumulou feitos históricos, como o pouso de uma sonda no lado oculto da Lua em 2019 e o envio de um robô a Marte em 2021.

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