Jovem denuncia ter sido espancada por empresário em Goiânia
Auxiliar de escritório afirma que sofreu série de agressões durante discussão
Uma auxiliar de escritório de 28 anos denunciou ter sido espancada pelo companheiro, um empresário de 31 anos, durante uma discussão na casa onde moravam, no Parque Anhanguera, em Goiânia. Um vídeo gravado pela vítima logo após as agressões mostra a jovem com a boca machucada e sangrando.
O caso aconteceu na quarta-feira (27) e é investigado pela Polícia Civil como lesão corporal grave no contexto de violência doméstica.
A defesa do empresário Igor Soares nega as agressões. Ao g1, o advogado Cainã Camargo afirmou que o cliente está à disposição das autoridades e deverá prestar esclarecimentos assim que for convocado. Ele não foi preso.
Vítima relata agressões após discussão
Em entrevista, a jovem contou que a discussão teve início após um desentendimento ocorrido no dia anterior.
“A gente brigou na terça e na quarta manteve a briga de terça. A discussão começou depois do almoço. Dessa vez eu chamei a polícia, ele não acreditou que eu faria isso”, relatou.
Segundo o tenente Daniel Borges, da Polícia Militar, o suspeito fugiu antes da chegada da equipe policial.
“Quando chegamos, ela estava com vários hematomas e sangue escorrendo na boca”, afirmou o militar.
Após prestar depoimento, a vítima solicitou medida protetiva. O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
Mulher diz que sofria agressões desde o início do relacionamento
Segundo a denúncia, o relacionamento começou em janeiro de 2025. O casal chegou a se separar em maio, mas reatou alguns meses depois.
A vítima afirma que sofreu agressões físicas e ameaças constantes durante o relacionamento.
“Essa foi a primeira vez que ele me deu um murro na boca que traumatizou dois dentes meus. Ele me bateu em outras partes, mas o soco foi decisivo para eu chamar a polícia”, contou.
A jovem disse ainda que, após os episódios de violência, o companheiro costumava responsabilizá-la pelas agressões.
“Ele falava que a culpa era minha, que eu era muito ciumenta, que eu descontrolava ele. Falava que, se eu fosse de boa, nada disso teria acontecido”, relatou.
A Polícia Civil segue investigando o caso.