Concurso da ANTT avança e pode abrir 720 oportunidades em todo o país
Agência reguladora formalizou pedido de autorização ao governo federal para reforçar seu quadro de servidores em áreas administrativas e de regulação
A possibilidade de um novo concurso da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ganhou força após a publicação da Deliberação nº 157, de 29 de maio de 2026, que autoriza o encaminhamento ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) de um pedido para preenchimento de 720 cargos efetivos. A medida representa um importante passo administrativo para a realização de um novo certame e reforça a expectativa de milhares de candidatos que aguardam oportunidades em uma das principais agências reguladoras do país.
O quantitativo solicitado chama atenção por superar em mais do que o dobro a demanda apresentada pela autarquia no ano passado. Em 2025, a ANTT havia solicitado autorização para preencher 320 vagas. Agora, a necessidade apresentada ao governo federal alcança 720 postos, evidenciando o déficit de servidores e a crescente demanda por recomposição do quadro funcional da agência.
Embora a autorização para a realização do concurso ainda dependa da análise e aprovação do MGI, a formalização do pedido é considerada uma etapa estratégica no processo que poderá culminar na publicação de um novo edital nos próximos meses.

Distribuição contempla cargos de níveis médio e superior
De acordo com o documento aprovado pela Diretoria Colegiada da ANTT, as 720 vagas estão distribuídas entre carreiras de níveis médio e superior, abrangendo tanto áreas administrativas quanto atividades diretamente ligadas à regulação e fiscalização dos transportes terrestres.
Para nível superior, foram solicitadas 274 vagas para o cargo de Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres e outras 50 para Analista Administrativo.
Já para nível médio, a agência pediu autorização para preencher 338 vagas de Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres e 58 vagas de Técnico Administrativo.
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O que acontece após a análise do MGI
Apesar do avanço, o concurso ainda não está oficialmente autorizado. O pedido será submetido à análise técnica do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que deverá avaliar fatores como disponibilidade orçamentária, impacto fiscal e necessidade institucional.
Somente após eventual autorização do governo federal poderão ser definidos elementos essenciais para a realização do certame, como o quantitativo definitivo de vagas, cronograma, previsão de inscrições, estrutura das etapas de seleção e contratação da banca organizadora.
Caso receba sinal verde do governo, a expectativa é de que o concurso desperte grande concorrência, especialmente devido às remunerações tradicionalmente atrativas oferecidas pelas agências reguladoras federais e à estabilidade proporcionada pelo regime estatutário.
Agência exerce papel estratégico na infraestrutura nacional
Criada para regular e fiscalizar os serviços de transportes terrestres sob competência da União, a ANTT atua em setores considerados estratégicos para a economia brasileira.
Entre suas atribuições estão a supervisão de concessões rodoviárias e ferroviárias, fiscalização do transporte interestadual de passageiros, regulação do transporte de cargas e acompanhamento de contratos de infraestrutura logística.

Último concurso teve organização do Cebraspe
A seleção mais recente da ANTT foi realizada em 2023 e ofertou 220 oportunidades para o cargo de Especialista em Regulação de Transportes Terrestres. Desse total, 50 vagas foram destinadas ao provimento imediato e 170 para formação de cadastro de reserva.
A organização ficou sob responsabilidade do Cebraspe, banca tradicional em concursos federais. Os candidatos enfrentaram uma prova objetiva composta por 170 questões, sendo 50 de conhecimentos básicos e 120 de conhecimentos específicos.
Entre os conteúdos cobrados estavam Língua Portuguesa, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Regulação e Agências Reguladoras, além da legislação aplicada aos transportes terrestres.
O concurso também contou com prova discursiva, na qual os participantes elaboraram um parecer técnico entre 45 e 60 linhas sobre temas relacionados à regulação, e avaliação de títulos de caráter classificatório.