PRF quer abrir concurso para agente administrativo; entenda
Após 12 anos, PRF reforça pedido de concurso com 264 vagas para nível médio
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) voltou a reforçar a expectativa por um novo concurso para a área administrativa ao encaminhar ao Governo Federal um pedido de autorização para o preenchimento de 264 vagas de Agente Administrativo, cargo que exige apenas ensino médio completo. Caso o aval seja concedido, será o primeiro edital da carreira em mais de uma década, já que a última seleção ocorreu em 2014.
O novo pedido foi encaminhado em maio de 2026 e sucede outras solicitações feitas pela corporação nos últimos anos. Em 2024, a PRF solicitou autorização para 235 vagas e, em 2025, outro pedido previa 248 oportunidades, mas ambos acabaram não sendo autorizados. Agora, com o déficit crescente de servidores administrativos e centenas de cargos vagos, a expectativa dos concurseiros voltou a ganhar força.
Além da remuneração atrativa, que pode superar R$ 6,8 mil mensais considerando vencimentos e benefícios, o cargo é considerado uma das principais oportunidades para candidatos de nível médio que desejam ingressar no serviço público federal.

Déficit de servidores reforça necessidade de novo concurso
O pedido encaminhado pela PRF ocorre em um momento de redução do quadro administrativo da instituição. Dados oficiais apontam que, em junho de 2026, a corporação registrava 361 cargos vagos na carreira administrativa, sendo 271 apenas para Agente Administrativo.
A solicitação atual prevê 264 vagas, número próximo ao total de cargos desocupados. Os profissionais atuam prestando apoio técnico e administrativo às atividades finalísticas da Polícia Rodoviária Federal, desempenhando funções essenciais para o funcionamento da instituição em todo o país.
O cargo possui jornada de 40 horas semanais e exige apenas certificado de conclusão do ensino médio reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
Enquanto os policiais rodoviários federais atuam diretamente nas rodovias, os agentes administrativos exercem atividades ligadas à gestão de pessoas, atendimento, protocolo, arquivamento, administração, suporte operacional, controle documental e outras funções administrativas indispensáveis ao funcionamento da PRF.
Salários e benefícios tornam carreira atrativa
A remuneração é um dos principais atrativos da carreira.
Atualmente, o vencimento do Agente Administrativo varia conforme a pontuação obtida na Gratificação de Desempenho da Atividade Técnico-Administrativa da PRF (GDATPRF). No início da carreira, a remuneração pode variar entre R$ 4.173,37, considerando 50 pontos na gratificação, e R$ 5.638,87, para servidores que recebem a pontuação máxima.
Somam-se aos vencimentos diversos benefícios pagos aos servidores federais. Após reajuste concedido em 2026, o auxílio-alimentação passou para R$ 1.192,00 mensais. Há ainda assistência pré-escolar de R$ 526,64 e auxílio-saúde, cujo valor pode chegar a R$ 464,89, conforme faixa remuneratória e idade do servidor.

Na prática, a remuneração inicial pode ultrapassar R$ 6,8 mil quando considerados salário e benefícios. Ao longo da carreira, os vencimentos aumentam conforme a progressão funcional, chegando a mais de R$ 6,3 mil apenas em remuneração básica acrescida da gratificação.
Último concurso ocorreu em 2014
A última seleção para a área administrativa da PRF foi realizada há 12 anos. Organizado pela antiga FUNCAB, o concurso ofertou 216 vagas distribuídas entre todos os estados brasileiros e o Distrito Federal.
O processo seletivo contou apenas com prova objetiva, composta por 60 questões de múltipla escolha, seguida de investigação social e funcional, ambas de caráter eliminatório. Não houve aplicação de redação nem de prova discursiva.
O conteúdo programático contemplou Língua Portuguesa, Ética e Conduta Pública, Raciocínio Lógico, Noções de Direito Constitucional, Direito Administrativo, Administração, Arquivologia, Informática e Legislação da PRF.
Durante o prazo de validade do concurso, o número de convocações superou amplamente a oferta inicial. Embora o edital previsse 216 vagas, foram realizadas 533 nomeações, resultado de autorizações adicionais, desistências e reposições ao longo dos anos.
As maiores notas foram observadas no Ceará (68 pontos), Rio Grande do Norte (67,5), Rio de Janeiro e Distrito Federal (67 pontos). Já os menores cortes ocorreram em Tocantins (56 pontos), São Paulo (59,5) e Mato Grosso do Sul (61 pontos).
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