Anvisa amplia opções de canetas para diabetes e obesidade no Brasil
Mercado passou a contar com novos medicamentos à base de semaglutida e liraglutida após o fim da exclusividade da patente do Ozempic
A oferta de medicamentos injetáveis para diabetes tipo 2 e obesidade aumentou no Brasil em 2026, com a entrada de novas opções autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao todo, 14 canetas foram aprovadas neste ano: dez de semaglutida, três de liraglutida e uma nova apresentação de tirzepatida. A ampliação ocorreu principalmente após o fim da patente da semaglutida, em março. Apesar da maior concorrência, especialistas alertam que a escolha do tratamento depende de avaliação médica.
A semaglutida, princípio ativo conhecido pelas marcas Ozempic e Wegovy, concentrou a maior parte dos novos registros. O primeiro produto aprovado após o fim da exclusividade foi o Ozivy, da EMS, em maio. Desde então, outras empresas obtiveram autorização para comercializar versões similares e genéricas da substância. O Ozivy chegou às farmácias com valores entre R$ 452 e R$ 498 por caneta, enquanto o Ozempic custa cerca de R$ 975 nas doses de 0,25 mg e 0,5 mg e R$ 999 na apresentação de 1 mg.
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A liraglutida também ganhou espaço com novos registros, embora apresente uma diferença importante em relação à semaglutida e à tirzepatida: geralmente precisa ser aplicada diariamente. Já a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, permanece protegida por patente e não possui concorrentes registrados no país. Em março, a Anvisa autorizou uma apresentação multidose do medicamento. A dulaglutida, por sua vez, continua representada pelo Trulicity e sem versões genéricas ou similares no mercado brasileiro.
Para os especialistas, fatores como doenças associadas, resposta clínica, efeitos adversos e capacidade de manter o tratamento por períodos prolongados devem pesar na decisão. Medicamentos dessa classe podem provocar náusea, dor abdominal, refluxo, constipação e alterações intestinais. A endocrinologista Bruna Marinho destaca que o custo também precisa ser considerado, já que obesidade e diabetes são condições crônicas. Dessa forma, uma opção com maior potencial de emagrecimento pode deixar de ser adequada se o paciente não conseguir sustentar financeiramente o tratamento.
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