segunda-feira, 22 de junho de 2026
Cores nacionais

Lula pede que verde e amarelo não sejam associados ao Bolsonarismo

Durante evento no Rio de Janeiro, presidente defendeu que esquerda volte a usar as cores nacionais

Bruno Goulartpor Bruno Goulart em 1 de junho de 2026
Lula
“Nessa Copa, vamos ter que andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, afirmou. Foto: Fernando Frazão/ABr

Bruno Goulart

O presidente Lula da Silva (PT) afirmou no último sábado (31) que a esquerda precisa voltar a utilizar as cores verde e amarelo como símbolos nacionais e defendeu que elas não sejam associadas a grupos políticos específicos. A declaração foi feita durante participação no evento Rio2C, no Rio de Janeiro, onde o petista participou do lançamento do Tela Brasil, nova plataforma pública e gratuita de streaming voltada à produção audiovisual brasileira. O evento também foi marcado por críticas indiretas ao filme “Dark Horse”, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e está envolvido em controvérsias relacionadas ao Banco Master.

A fala de Lula ocorreu após uma brincadeira com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que participava da cerimônia usando uma jaqueta com o escudo da seleção brasileira. Em tom descontraído, o presidente disse que o prefeito precisava vestir as cores nacionais e acrescentar a identificação de que não era bolsonarista.

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Em seguida, defendeu que o campo progressista passe a utilizar mais os símbolos nacionais. “Nessa Copa, vamos ter que andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, afirmou.

Identidade nacional

Além disso, Lula voltou a adotar um discurso de valorização da identidade nacional e da soberania cultural. Segundo ele, os brasileiros precisam conhecer melhor a própria história e reconhecer a contribuição da cultura para o desenvolvimento econômico do país.

O presidente criticou o hábito de valorizar excessivamente referências estrangeiras e afirmou que há pessoas que preferem utilizar expressões em inglês em vez do português. Também fez uma comparação envolvendo o turismo ambiental, dizendo que muitos defendem a preservação do meio ambiente, mas escolhem viajar para Miami em vez de conhecer a Amazônia.

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