Homem é preso em flagrante por maus-tratos contra cães em Goiás
Segundo a Polícia Civil, seis filhotes eram transportados no porta-malas de um veículo sob calor extremo
A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (6), um homem de 61 anos suspeito de maus-tratos qualificados contra animais. A ação foi realizada pelo Grupo de Proteção Animal (GPA), da 1ª Delegacia Regional de Polícia (1ª DRP), após a equipe ser acionada para uma unidade de atendimento veterinário (UPAVET).
Segundo a corporação, o investigado transportava seis filhotes de cachorro no porta-malas de um veículo, sob calor extremo. Um dos animais morreu em decorrência de hipertermia (intermação), causada pelo confinamento sem ventilação.
Perícia encontrou sinais de sofrimento prolongado

A Polícia Científica foi acionada e constatou que os cinco cães sobreviventes apresentavam graves lesões nas patas traseiras, com mutilações, dedos dilacerados e, em um dos casos, perda completa dos dedos, com exposição de ossos e tendões.
Ainda conforme a perícia, os animais também apresentavam infestação por bicho-de-pé e miíases (bicheiras), com presença de larvas vivas.
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De acordo com o laudo técnico, as lesões indicam um quadro de sofrimento prolongado, com evolução de pelo menos 15 dias, descartando a versão apresentada pelo tutor de que os ferimentos seriam recentes ou que os cães teriam nascido com deformidades.
Suspeito apresentou justificativas
Durante o atendimento da ocorrência, o homem afirmou que transportou os animais daquela forma por falta de experiência e alegou que havia passado os últimos dias viajando.
Segundo a Polícia Civil, as justificativas foram descartadas diante das conclusões da perícia e da responsabilidade do tutor em garantir os cuidados veterinários necessários aos animais.
Investigado permanece à disposição da Justiça
O homem foi conduzido ao Grupo de Proteção Animal e autuado em flagrante por maus-tratos qualificados contra animais, com base no artigo 32, §§ 1º-A e 2º, da Lei nº 9.605/98.
De acordo com a Polícia Civil, a pena pode chegar a cinco anos de reclusão, com aumento em razão da morte de um dos animais.
Os cinco filhotes sobreviventes permanecem internados na UPAVET para receber atendimento veterinário.
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