No inverno, a sede diminui, mas o risco de desidratação aumenta
Com temperaturas mais baixas, consumo de líquidos tende a cair, mas o organismo continua perdendo água ao longo do dia
No inverno, a sede costuma aparecer menos. A garrafa de água fica esquecida na mesa, as pausas para beber líquidos diminuem e a hidratação deixa de parecer uma prioridade. O frio, porém, não interrompe as perdas naturais do corpo. O organismo continua eliminando água pela respiração, pela urina, pelo suor e por outras funções do dia a dia.
É nesse intervalo entre a menor vontade de beber água e a necessidade real do corpo que pode surgir a desidratação silenciosa. Sem o calor como lembrete, os sinais aparecem de forma discreta: cansaço, dor de cabeça, tontura, boca seca e urina escura. Quando a baixa ingestão se prolonga, também pode favorecer problemas renais.
A nutricionista esportiva e funcional Alice Paiva afirma que o cuidado deve ser mantido mesmo nos meses frios, sobretudo entre grupos que percebem menos a sede ou dependem de outras pessoas para organizar a rotina de hidratação.
“Os pequenos costumam não interromper as brincadeiras para se hidratar, e o alerta é ainda maior para os idosos: segundo o Ministério da Saúde, pessoas com mais de 60 anos apresentam redução natural da percepção da sede, tornando-se mais suscetíveis à desidratação. Gestantes, praticantes de atividade física e pessoas com doenças crônicas também precisam manter uma rotina regular de hidratação, independentemente da estação”, explica.
Entre crianças, a água pode ser deixada para depois por causa das brincadeiras, da escola e das atividades do dia. Entre idosos, a menor percepção da sede torna o risco mais difícil de identificar. A recomendação é criar horários, manter líquidos por perto e oferecer água com frequência, sem esperar que o corpo peça.
A água segue como principal fonte de hidratação, mas bebidas naturais podem ajudar a variar o consumo. A água de coco, por exemplo, pode complementar a ingestão por conter eletrólitos associados ao equilíbrio hídrico.
“A água de coco é uma ótima opção por conter eletrólitos como potássio, magnésio e sódio, que auxiliam no equilíbrio hídrico do organismo. Ela não substitui a água, mas pode complementar a hidratação de forma prática ao longo do dia”, destaca Alice.
Leia mais:
Na prática, a hidratação no inverno depende de rotina. Não esperar a sede aparecer, variar as fontes de líquidos, incluir frutas, verduras e legumes nas refeições e observar sinais como boca seca, urina escura, dor de cabeça e cansaço são medidas simples para reduzir riscos.
Em dias frios, beber água é menos uma resposta imediata ao calor e mais um cuidado preventivo. Mesmo quando a sede não aparece, o corpo continua precisando de líquidos.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.